Lendas recordam "aventura"

Sergio Livingstone (D), ao lado do árbitro Mario Gardelli e de Walter Bahr, antes de o jogo começar na Ilha do Retiro. Imagem: Reprodução

Sergio Livingstone (D), ao lado do árbitro Mario Gardelli e de Walter Bahr, antes de o jogo começar na Ilha do Retiro.

O tempo tratou de firmá-los no panteão do futebol de seus países. Sergio Livingstone é apontado por muitos como o maior goleiro da história do Chile. O meio de campo Bahr é lembrado como um dos destaques do time na mítica vitória sobre os inventores do futebol, a Inglaterra, por 1x0, naquele mesmo Mundial, no estádio Independência.

Após 22 anos no futebol profissional, Livingstone, conhecido como Sapo ou Sapito, pelos seus saltos acrobáticos, seguiu carreira no jornalismo esportivo, em Santiago. Até hoje apresenta um programa de rádio e um de televisão. Bahr, aposentado após muitos anos como técnico de futebol e professor de educação física na Filadélfia, ainda é requisitado para falar sobre a vitória contra a Inglaterra, considerada a maior zebra da história das Copas.

São homens que se acostumaram a contar histórias, e que ainda lembram de algumas da vinda para o Recife. Sergio recorda a viagem longa, o rio que divide a cidade e diz que parecia uma aventura. Walter lembra mais do calor em campo, do fato da cidade ser litorânea e da qualidade do atacante chileno Jorge Robledo, que jogava no Newcastle e marcou o primeiro gol da partida.

À direita, a seleção dos Estados Unidos perfilada, com Walter Bahr em destaque. À esquerda, o goleiro Sergio Livingstone, capitão do Chile, no jogo contra a Inglaterra.

À direita, a seleção dos Estados Unidos perfilada, com Walter Bahr em destaque.
À esquerda, o goleiro Sergio Livingstone, capitão do Chile, no jogo contra a Inglaterra.

"Lembro que era no Norte, era muito longe. Os aviões eram a hélice, as viagens eram longuíssimas. Parecia realmente uma aventura. Estivemos aí por poucos dias, jogamos e ganhamos por 5 a 2 dos Estados Unidos, o que foi realmente algo notável para o Chile porque os Estados Unidos derrotaram a Inglaterra. Assim, ficamos muito contentes", rememora Livingstone.

"Eles tiveram mais posse de bola; estavam mais preparados. Éramos semiprofissionais. Não dava para viver de futebol, apenas tirar um dinheiro extra. Eu quase não fui liberado para ir ao Brasil pela escola onde trabalhava. Um companheiro de time na Filadélfia, Benny McLaughlin, não viajou por ameaça de perder o emprego”, conta Bahr.

Confira as entrevistas com os dois na íntegra, gravada por telefone:

SERGIO LIVINGSTONE

Imagem recente de Sergio Livingstone

Quais são as suas recordações da viagem ao Recife e do jogo contra os Estados Unidos?

Lembro que era no Norte, era muito longe, os aviões eram a hélice, as viagens eram longuíssimas. Era muito complicado jogar no Norte. Parecia realmente uma aventura. Uma cidade muito bonita, dividida ao meio por um rio. Havia uma parte da cidade que era no centro e outra parte que tinha mais agricultura. Estivemos aí por poucos dias, jogamos e ganhamos por 5 a 2 dos Estados Unidos, o que foi realmente algo notável para o Chile porque os Estados Unidos derrotaram a Inglaterra. Assim ficamos muito contentes.

A gente dos Estados Unidos era muito curiosa. Quando chegaram, vinham com tacos de golfe, com bolas e raquetes de tênis. Ou seja, muito distante de uma delegação de futebol que vai pensando em se concentrar para uma partida. Os norteamericanos eram uma mescla, um país cheios de nacionalidades, indo com tacos de golfe, raquetes de tênis e, além disso, jogaram futebol. E ao jogar futebol, nós ganhamos de 5 a 2.

Como foi a preparação do Chile para o Mundial?

A verdade é que foi uma coisa bastante fortuita porque Chile tinha eliminatórias com Bolívia e Argentina. E dos três, dois primeiros iam ao Mundial de 50. Sei que a Argentina tinha um problema político e se retirou. Ficaram livres Bolívia e Chile, e fomos jogar o Mundial sem sequer haver jogado as Eliminatórias. Para nós, foi muito complicado porque justamente no sorteio caímos com a Inglaterra. Os inventores do futebol. A Inglaterra nunca havia saído da sua terra para jogar. E, naquele momento, decidiu sair e jogar ao Brasil. Quando jogava em casa, não perdia nunca. A verdade é que a equipe era muito boa, tinha muitos bons jogadores, e nós perdemos por 2 a 0 em uma partida em que Mortensen e Mannion fizeram os gols. Mas foi bastante honroso por ter sido pela Inglaterra. Depois, jogamos com a Espanha e perdemos por 2 a 0 e terminamos jogando em Recife, contra os Estados Unidos.

A vitória mostrou que o Chile tinha uma boa equipe?

Sobretudo porque havia um jogador que estava no Newcastle, na primeira divisão da Inglaterra, e que foi campeão de Copa da Inglaterra, chamado Jorge Robledo. Ele era chileno, filho de um iquiquenho (pessoa nascida na região de Iquique). Falaram com ele e ele decidiu jogar. Então nós o trouxemos para o Mundial, e foi um reforço muito importante, jogou muito bem. Nos deu muito valor ofensivo a presença de Jorge Robledo. Foi uma surpresa conseguirmos isso, porque não havia a celeridade de informação que há agora. Depois de um tempo, Robledo foi jogar no Chile e fez uma campanha maravilhosa, é um dos jogadores que mais são lembrados no nosso país. Ele já morreu.

Como era uma Copa do Mundo em 1950? O que mudou de principal?

O público não era como agora, agora é um público muito perigoso. A Copa do Mundo de 1950 foi um exemplo. A conduta do público foi muito boa. Não era como agora que há muita gente má educada e que se porta muito mal. Os locais [brasileiros] perderam um Mundial que haviam organizado para ganhar. Perdeu, mas não aconteceu nada de grave. Se alguém morreu, foi de coração, mas não de agressão por ter perdido. Na verdade era muito fantástico o clima naquela época.

Após parar de jogar, você seguiu tratando de futebol como jornalista. O que representa o futebol na sua vida?

Joguei 22 anos na primeira divisão, joguei na Argentina e me dediquei ao jornalismo. E no jornalismo me dei muito bem porque tenho a grande base de haver jogado muito. E conhecer muito e saber como é realmente o manejo do jogador com o técnico, com o árbitro e com os outros jogadores. Tenho servido à carreira jornalística, sigo no jornalismo e tenho a recordação de haver jogado 22 temporadas na primeira divisão do Chile, ser selecionado mais de 60 vezes pelo país, haver sido o capitão da seleção. Quando alguém pergunta se o futebol é importante para mim, não é importante: é a minha vida. O futebol tem sido a minha vida e estou muito agradecido.

Eu me sinto muito agradecido. Eu já entreguei ao futebol muito por muito anos, mas foi muito recíproco. Já recebi toda classe de reconhecimento, toda classe de prêmios. A gente é muito carinhosa comigo na empresa. Sou um homem de 92 anos e sigo trabalhando realmente no jornalismo, tenho dois programas diários, tenho um programa semanal de televisão. Carinho do público. Assim como eu me dei ao futebol, o futebol me deu vida até o dia de hoje. Creio que estou muito agradecido pelo que tenho recebido.

Quantos programas o senhor apresenta no momento?

Eu trabalho no rádio Agricultura. Tenho um programa de rádio que faço há muitos anos. Tenho um programa na TVN (Televisão Nacional do Chile) todos os domingos à noite. Esse programa já tem 20 anos. Tem continuado esse tempo todo. Estou aí e vou seguir enquanto a saúde não me falhe. Seguir no rádio e na televisão. Chegará o momento que não poderei, mas no momento estou firme.

O senhor sente muita saudade do tempo de jogador?

A verdade em todo isto é ser jogador. Todo o demais são sucedâneos. O jornalista, o massagista, o treinador fazem isso porque não podem jogar. O período mais bonito da minha vida foram os 22 anos em que fui um jogador ativo de futebol. Não se pode seguir jogando então se dedica a outras funções. Ser jogador de futebol é o mais bonito e o mais gratificante, e o mais positivo que se pode passar com um ser humano e passou comigo.

O senhor tem o apelido de Sapo, ou até Sapito. De onde vem?

Sapo é porque eu saltava igual a um sapo. Saltava e corria com as pernas e os braços esticados. Foi pela forma bastante típica que eu tinha de saltar quando agarrava a bola em minha época de jogador. E isso ficou comigo até o dia de hoje. Aos meus filhos e meus netos também ficou esse nome.

WALTER BAHR

Imagem recente de Walter Bahr

Quais são as suas recordações do jogo contra o Chile no Recife?

É engraçado. As pessoas perguntam muitas vezes sobre o jogo contra a Espanha, nosso primeiro jogo, e é claro o jogo contra a Inglaterra, mas muitos poucos perguntam sobre o jogo contra o Chile. Não sei se essa é a razão, mas eu não me lembro muito do jogo contra o Chile, além de que foi o primeiro jogo em que o calor foi um fator que influenciou. Eu senti que faltou gás no segundo tempo. O Chile, não há dúvida, foi um time melhor do que nós. Eles tiveram mais posse de bola, estavam mais preparados para jogar.

No segundo tempo um dos nossos jogadores ficou muito envolvido com o homem que estava marcando e ficou fora de sua posição algumas vezes, o que gerou uns dois gols.

Robledo, esse é o único nome que eu me lembro do Chile, a não ser que eu veja a escalação e algo venha à cabeça. Mas Robledo era o centroavante, muito bom, e nós sabíamos dele porque ele jogava num time inglês, eu não tenho certeza do time, mas eu acho que talvez fosse o Tottenham [era do Newcastle].

O que lhe pareceu a cidade do Recife?

A verdade é que eu não me lembro tanto sobre a cidade. Eu sei que tinha uma boa reputação como um destino turístico, uma cidade bonita, mas honestamente eu não consigo recordar muitas coisas. Tudo parece se misturar nesta época da vida, mas isso foi 60 anos atrás. Eu realmente não me lembro tanto. (...) É uma cidade na costa? O Recife fica no oceano? Me bateu um branco tentando lembrar da cidade em si... Me parece que havia um estádio para 20 mil pessoas, correto? Foi o nosso terceiro jogo. Eu gostaria de contar mais, mas não consigo.

Como estava organizado o futebol nos Estados Unidos? Ainda era amador?

Era semiprofissional. Fazíamos algum dinheiro, mas certamente não o bastante pra sustentar uma família ou juntar dinheiro. Era uma renda extra para o nosso trabalho. Quando eu comecei, eu acho que fazia 25 dolares por jogo, e antes daquele torneio [Copa] menos que isso. Como eu só fazia U$ 50 por semana em meu trabalho [era professor de educação física em uma escola de ensino médio na Filadélfia, considerava que U$ 25 a mais era uma boa quantia.

Nós certamente não podíamos ser considerados profissionais, full-time. As únicas vezes que nós vivíamos como profissionais era quando estávamos em uma tour ou uma viagem ou quando íamos jogar em algum tipo de competição em que precisássemos estar lá por uma semana, por exemplo. Aí nós tínhamos a oportunidade de treinar mais como time.

É verdade que o senhor teve ameaçada a viagem para a Copa por conta de seu emprego?

Eu tinha acabado de conseguir o trabalho no sistema de ensino de Philadelphia e, no ano antes, eu tive que sair por um mês ou três semanas quando tivemos a eliminatória no México. No ano seguinte, quando tivemos a Copa do Mundo, eu solicitei uma licensa e fui negado inicialmente. As pessoas da federação de futebol fizeram um apelo para os administradores da escola para que eles revissem a situação e eles concordaram em me dar a licensa para ir para o Brasil.

Mas um companheiro de time na Filadélfia, Ben McLauglin, não pôde ir para a Copa no Brasil. Tínhamos a mesma idade, jogamos juntos por anos, ele foi convocado também, ele jogou nas Eliminatórias no México. E, quando foi a hora de ir para a Copa, o chefe dele disse que, se ele fosse para o Brasil, o que levaria três semanas, o emprego dele não estaria mais quando ele voltasse. E Ben tinha acabado de casar, tinha um bebê e não pôde fazer a viagem. A escola me permitiu ir. Mas onde Ben trabalhava eles negaram.

Até hoje o senhor e seus antigos companheiros são lembrados pela vitória sobre os Estados Unidos. Como o senhor explica aquele acontecimento, 62 anos depois?

Eu provavelmente poderia dizer a mesma coisa que eu disse há 62 anos. Nós tivemos sorte de vencer o jogo. Nós conseguimos rebater muitas bolas. A Inglaterra teve muitas chances, mas não foi capaz de marcar. A Inglaterra deveria ter feito alguns gols no primeiro tempo e, quando você não faz os gols, as oportuniaddes parecem sumir. Foi o que aconteceu. Com o passar do jogo, nós melhoramos e a Inglaterra começou a se desesperar. Isso não quer dizer que jogamos melhor que eles, mas nossa confiança foi crescendo. Ainda estava 0 a 0 até perto do fim do primeiro tempo, quando marcanos nosso gol.

Logo depois Harry Keough, que jogou comigo por muitos anos, disse: "Nós provavelmente despertamos um gigante adormecido. Então nós teremos que ter cautela desde o início do segundo tempo." Nós nunca parecemos ser o time dominante, mas as coisas foram boas para o nosso time e más para eles.

O melhor time nem sempre vence. Pode dominar e perder. Pode ser dominado por 89 minutos e ter uma brecha e vencer. Eu acho que todos os esportes são bons por essa razão. Você não pode vencer o jogo no jornal, porque você tem os melhores jogadores, por causa da reputação, você tem que vencer o jogo no campo de disputa. Seja tênis, beisebol ou touradas no México. Eu acho que é isso que os espectadores gostam de ver, eles gostam de ver o azarão vencer. Não sempre, mas em algumas ocasiões.

O senhor participou da jogada do gol da vitória, marcado por Joe Gaetjens? Pode descrever?

Bom, no fim do primeiro tempo, nós tivemos um lateral no lado direito do campo. McIlvenny, meu companheiro de meio de campo, arremessou a bola para mim, ninguém estava junto, eu adiantei com a cabeça e dei um chute provavelmente 20 ou 25 metros longe do gol. O chute ia para o lado direito do goleiro. Meu chute foi bom, tinha muita gente na frente, e Joe Gaetjens, qua tinha uma reputação de ser um atacante acrobático, ele conseguia fazer gols que você não sabia como ele alcançava a bola, de alguma forma, ele conseguiu chegar na bola e fazer o gol. Algumas pessoas dizem que foi acidente, que a bola bateu nele. Mas não. É um tipo de gol que ele conseguia fazer. Se foi um desvio por acidente ou intenção, nesse ponto não é importante, porque, de fato, bateu Bert Williams no gol, e as fotos mostram que ele (Williams) estava inclinando à sua direita e a bola veio sobre o ombro esquerdo. Então ele estava se movendo no contrapé e não pôde recuperar. Provavelmente, meu chute de longa distância seria defendido pelo goleiro. Ele estava indo para a direita. O desvio colocou a bola para a esquerda, para o gol.

O senhor ficou satisfeito com o desempenho na Copa do Mundo?

O melhor jogo que jogamos lá foi contra a Espanha. Eu acho que foi o melhor que nosso time jogou dos 3. Nós estivemos à frente do placar com 1 a 0, faltando 8 minutos a jogar. Eu posso dar muitas desculpas, mas nós perdemos perto do fim, levamos três gols rapidamente. Ficou 3 a 1. O segundo jogo nós tivemos a sorte de vencer. E o terceiro jogo nós certamente pensamos que tínhamos a chance de vencer o Chile, mas seria a mesma coisa, porque os times que estavam lá tiveram períodos de preparação para ter o time melhor e entrosado. O único treino que tivemos foi no Brasil. E na maioria do tempo você não queria trabalhar pesado demais, eram poucos dias entre os jogos. Nós nunca tivemos as mesmas oportunidades para ter o time nas mesmas condições ou jogar o bastante para ajudar nos jogos. Nós tínhamos que nos fiar no que podíamos fazer no nosso curto período de treino. Nós não tínhamos grandes expectativas, mas tínhamos grandes esperanças. Conseguimos algumas brechas contra a Inglaterra. Eu me senti quase pior ao perder para a Espanha do que eu me senti exuberante com a vitória sobre a Inglaterra. Esse foi um ponto alto do futebol americano por muitos anos, mostra a todo mundo que naquele nível ou em qualquer nível o azarão às vezes vence.

Como você compara a Copa do Mundo em 1950 com as de hoje em dia?

Eu não acho que haveria bom exemplo para comparar a estatura da Copa do Mundo em 1950 e hoje em dia. Hoje todos sabem o que é uma Copa do Mundo, com toda a publicidade e atenção que tem. Quando nós jogamos, 98% da população dos Estados Unidos não sabiam o que era uma Copa do Mundo. O futebol não era um esporte grande e alguns segmentos não saberiam sequer soletrar "soccer". Mas a Copa do Mundo de 1950 com a eliminatória deu alguma pequena visibilidade. Mas não tinha como comparar o que acontecia naquela época com o que acontece hoje. Para os times que competiam, nós sabemos que era um grande evento. Para as pessoas nos EUA era uma novidade curiosa.

Um exemplo que ilustra isso é que, enquanto os anos foram passando, o jogo em si, nossa vitória [contra a Inglaterra], cresceu em estatura. Na época, nós voltamos do Brasil em três aviões diferentes em três dias diferentes. Alguns queriam voltar o mais rápido possível para economizar alguns dólares. No Aeroporto em Nova York, minha esposa foi a única a me encontrar. Eu não me lembro de haver alguém no aeroporto nos esperando após voltarmos do Brasil com uma grande vitória contra a Inglaterra na bagagem.

Nós tínhamos apenas um repórter dos EUA na Copa, Dent McSkinny, ele era de Saint Louis. Foi o único repórter que cobriu o jogo para os Estados Unidos e ele pagou a sua ida ao Brasil e seus gastos enquanto estava lá, mais por ser fã de futebol. Significava muito para ele poder viajar para lá.

O que representa o futebol na sua vida?

Futebol tem sido uma grande parte da minha desde que eu iniciei em um clube na Filadélfia chamado Light House Boys Club. Cresci em uma seção da Filadélfia que tem muita indústria têxtil. Consequentemente, muitos ingleses vieram trabalhar nessas fábricas e outros imigrantes também, e daí veio a prática do futebol. Futebol tem sido uma grande parte da minha vida e da minha família por 75 anos e tem sido bom para nós. Eu ainda vou assistir jogos, eu tenho netos que estão jogando, eu tenho três filhos que jogaram na liga profissional de futebol nos EUA. Eu tenho netos que estão jogando agora. Quando eu olho para trás, alguns dos pontos altos da minha vida estão envolvidos com jogos de futebol. Eu ainda vou para a convencção de técnicos de futebol, nos encontramos uma vez por ano. Eu tento continuar atualizado com as coisas. Eu acho que poderia dizer que é um caso de amor.