Santa supera dificuldades para fazer a festa na Ilha

Depois de reencontrar a felicidade no ano passado com o título pernambucano e o acesso para a Série C, o Santa Cruz queria mais este ano. O bicampenato, que não vinha desde 87, era a meta coral. Zé Teodoro e a diretoria sabiam disso e procuraram reforçar o time com peças conhecidas do futebol do Estado. Nomes como Diogo, Luciano Henrique, Geílson e Carlinhos Bala vieram para o Arruda para dar mais experiência ao time contra adversários que estariam mais prevenidos.

Apesar dos reforços de impacto, não foi fácil para Zé arrumar o time. O desentrosamento e a falta de preparo físico adequado eram os principais desafios da equipe no início do campeonato. Ao mesmo tempo, jogadores tarimbados no ano passado como Weslley e Leandro Souza já não rendiam o mesmo.

Os adversários não perdoaram a fragilidade coral e se aproveitaram do mau momento. Foram quatro derrotas somente no primeiro turno. A torcida, que já estava se acostumando com o sucesso do time, não demorou muito a perder a paciência e pediu a cabeça de Zé Teodoro durante o Estadual. Foram as primeiras críticas e vaias contra o comandante tricolor em sua nova jornada pelo Arruda.

A reação do Santa Cruz, porém, não demoraria muito para vir. Já no segundo turno, os corais voltariam a mostrar um melhor futebol. A melhora do preparo físico foi fundamental para a arrancada do Tricolor. Mais bem condicionados, jogadores como Luciano Henrique e Dênis Marques passaram a ser os destaques do time. O último, por sinal, foi o artilheiro da equipe no Pernambucano Coca-Cola.

De volta ao time dos favoritos, o Santa Cruz fez um returno quase perfeito. Foram 11 jogos e apenas duas derrotas fora de casa para Ypiranga e Sport, sendo o resultado negativo diante da Máquina de Costura com interferência da arbitragem, que invalidou de maneira equivocada um gol legítimo dos tricolores.

No fim da primeira fase, o Santa ainda chegou a brigar pela liderança com o Sport. Contudo o Rubro-negro venceu por 2x1 o Clássico das Multidões na Ilha e ficou com a primeira colocação.

Com a segunda colocação, os tricolores tiveram que se confrontar com o Salgueiro nas semifinais. A primeira partida ocorreu no Cornélio de Barros, em Salgueiro. O Santa até saiu na frente com Branquinho, mas sofreu dois gols e teve que vir para o Recife na desvantagem. O risco de perder a vaga surgiu por um momento. No entanto a força da torcida coral e o faro de gol de Dênis Marques resolveram para o Santa Cruz: 3x1 no Arruda.

O Sport seria o adversário da tão aguardada final. O clima de revanche estava aflorado nos rubro-negros devido à perda do hexa na temporada passada. E, para piorar a situação tricolor, seria o Leão que teria a vantagem de jogar pelo empate nos dois jogos da decisão.

Na primeira partida, a forte marcação rubro-negra prevaleceu e houve igualdade em 0x0 no Arruda. Os rubro-negros fizeram a festa inicial e já comemoravam o título - afinal, o Sport decidiria em casa podendo empatar para levantar o caneco. Mas os rubro-negros não contavam com o poder de reação dos comandados de Zé Teodoro. Como em 87, os tricolores fizeram a festa do título em plena Ilha do Retiro.

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