Zé Teodoro, o homem de ferro do Arruda

Diretor do elenco campeão pernambucano, Zé Teodoro não teve vida fácil neste ano sob o comando do Santa Cruz. Ao contrário de 2011, quando praticamente teve apoio incondicional da torcida e tranquilidade para trabalhar no set de filmagem coral, Zé sofreu com as críticas e as vaias durante a disputa deste ano.

É bem verdade que o Tricolor não começou da melhor maneira no estadual. Já na segunda rodada, o Santa conhecia a derrota diante do Salgueiro, no Cornélio de Barros. O placar de 2x0 contra expôs as deficiências de um time que ainda não estava no ponto para alcançar as primeiras posições nas bilheterias do estado.

Diferente de 2011, a irregularidade foi a tônica dos corais no primeiro turno. Foram quatro derrotas e dois empates contra apenas cinco vitórias dos comandados de José Teodoro Bonfim Queiróz, que é o nome de batismo de Zé Teodoro. Atores antes ditos como principais como Weslley e Leandro Souza já não brilhavam como antes.

O ponto alto das críticas contra o trabalho de Zé Teodoro vieram, porém, não no Pernambucano, mas sim na Copa do Brasil. A eliminição diante do modesto Penarol-AM, em pleno Arruda, tirou a torcida do sério. Foram protesto e pedidos pela saída de Zé no dia seguinte.

Sob pressão, Zé teve que ser um verdadeiro homem de ferro para suportar as queixas. Com a serenidade e a confiança já conhecidas do trabalho de 2011, quando alcançou o título estadual e o acesso para a Série C, ele sempre dizia que a equipe ganharia corpo no segundo turno. Dito e feito. Foram nove vitórias e apenas duas derrotas no returno. A recuperação coral teria direito até a uma goleada de 6x0 contra o Petrolina. O Santa voltava a entrar na lista de favoritos a melhor filme outra vez.

A mudança teve muito do dedo de Zé Teodoro. O técnico recuperou algumas peças do elenco que passaram a ser os atores principais da película tricolor. Nomes como Diogo, Luciano Henrique e Dênis Marques chamaram a atenção no time coral. Por outro lado coadjuvantes como o volante Memo mantinham a sua regularidade na equipe.

Apesar da recuperação, Zé não estava satisfeito. Ele queria o bicampeonato com o Santa para dar a resposta devida aos críticos. O próprio comandante admtiu que estava mais "pilhado" do que o ano passado, quando estava mais "paz e amor". "Depois do que passamos no ano passado, minha motivação aumentou. Esse campeonato é difícil e competitivo. Sou um motivador e gosto de passar a confiança para os atletas. Por isso fico chato nessas horas", disse Zé em em uma das entrevistas da temporada.

A "chatice" do diretor Zé acabou por dar certo no fim das contas. O Santa não só conseguiu reverter a desvantagem na final como também sagrou-se bicampeão pernambucano. O título foi o terceiro estadual seguido de Zé. Além do Santa Cruz em 2011, Teodoro havia sido campeão cearense com o Fortaleza. O triunfo também é o segundo em Pernambuco. O comandante coral foi campeão com o Náutico em 2004.