Rússia
Talento e disciplina para ir longe

Seleção da Rússia

Análise

A Rússia chega para a Copa deste ano com um time considerado relativamente forte no cenário mundial. Nomes como o do goleiro Akinfev, os dos zagueiros Berezutskly e Ignashevich, o do lateral-esquerdo Zhirkov e o do atacante Kerzhakov são a esperança do torcedor russo de uma boa campanha no Brasil. Talento, contudo, não é o suficiente se não tiver disciplina. Para isso, a Rússia aposta no comando do italiano Fabio Capello, que já comandou equipes como Milan e Real Madrid. A mão de ferro do treinador é o outro ponto forte dos europeus.

O grande problema é que a Rússia é muito conjunto e pouca individualidade, por mais ironico que possa ser para um esporte coletivo. Falta um craque para puxar toda a responsabilidade de resolver os jogos. Kerzakhov é quem mais se aproxima dessa caracterísitica, mas nem sempre o faro artilheiro está em dia para definir os resultados. Além disso, o banco russo não é dos mais fortes. Se Capello perder algum atleta por suspensão ou lesão terá que quebrar a cabeça para não ver o time perder qualidade.

Alguns torcedores também poderão questionar a falta de experiência de alguns jogadores russos em competições internacionais e contra adversários mais complicados. A equipe, porém, já deu mostrar que pode surpreender, mesmo contra os grandes. Nas Eliminatórias da Europa, deixou Portugual de Cristiano Ronaldo, melhor do mundo de 2013, na respecagem e obteve a classificação direta para a Copa. Outro resultado de relevância foi o empate em 1x1 com Brasil pouco antes da Copa das Confederações do ano passado. A Seleção Brasileira só empatou no final da partida.


Destaque

Kerzakhov

Kerzakhov. O atacante do Zenit, da Rússia, é o jogador que mais se aproxima da característica de craque. Nas Eliminatórias foram cinco gols, incluindo um contra Portugual. Se estiver em grande dia pode dar muito trabalho.

Fique de olho

Koronin

Koronin. O jovem atacante de 23 anos pode ser a surpresa de Capello no time russo. O jogador do Dynamo Moscou é considerado uma das sensações da Rússia. Nas Eliminatórias, fez quatro gols em oitos jogos.

Treinador

Fabio Capello

Fabio Capello. Experiência não falta para o italiano, que alcançou sucesso em clubes como Milan, Roma, Juventus e Real Madrid. A passagem pela Inglaterra pode não ter sido das melhores, mas nada que minimize o fato de Capello ser um grande treinador.


Time base

Capello geralmente aposta em um 4-4-2 com Kerzhakov e Koronin como atacantes. Dzagoev é o principal armador do time. Outros destaques estão na defesa, que é sólida e segura.


Convocados

Goleiros:

Igor Akinfeev (CSKA Moscou)
Yury Lodygin (Zenit)
Sergey Ryzhikov (Rubin Kazan)

Defensores:

Vasili Berezutskiy (CSKA Moscou)
Vladimir Granat (Dinamo Moscou)
Andrey Eshchenko (Anzhi Makhachkala)
Sergey Ignashevich (CSKA Moscou)
Alexey Kozlov (Dinamo Moscou)
Dmitry Kombarov (Spartak Moscou)
Andrey Semenov (Terek Grozny)
Georgi Schennikov (CSKA Moscou)

Meio-campistas:

Denis Glushakov (Spartak Moscou)
Igor Denisov (Dinamo Moscou)
Alan Dzagoev (CSKA Moscou)
Yury Zhirkov (Dinamo Moscou)
Alexey Ionov (Dinamo Moscou)
Alexander Samedov (Lokomotiv Moscou)
Victor Faizulin (Zenit)
Oleg Shatov (Zenit)
Roman Shirokov (Krasnodar)

Atacantes:

Maxim Kanunnikov (Amkar Perm)
Alexander Kerzhakov (Zenit)
Alexander Kokorin (Dinamo Moscou)

História

A Rússia é herdeira do futebol da antiga União Soviética. Se formos contar essas participações, a melhor colocação foi em 1966, na Inglaterra, quando ficou em quarto. Como Rússia propriamente dita, a melhor classificação foi em 1994, nos Estados Unidos, em uma 18ª colocação.

Contra o Brasil

Contando os jogos como União Soviética, foram três duelos contra a Seleção Brasileira. O Brasil venceu todos os jogos: 2x0 na Copa da Suécia, em 1958, 2x1 em 1982, na Espanha, e 2x0 no Mundial dos Estados Unidos, em 1994.



Palpite: Figurante