Nigéria
Hora das águias voarem?

Seleção da Nigéria

Análise

Apesar de estar bem longe dos Super-Águias que encantaram com um futebol rápido o ofensivo na segunda metade da década de 1990, a Nigéria não passou por grandes apuros para chegar à Copa do Mundo. NO Grupo H com as fracas Mali, Benin e Ruanda, o time sobrou e garantiu a vaga no mata-mata final com 15 pontos, quase o dobro de Mali, o segundo colocado com oito.

Nos confrontos finais, dois jogos contra a Etiópia e duas vitórias: 2x1 fora de casa e a vaga sacramentada com um 2x0 na partida de volta. A maioria dos jogadores atua fora do país, o que não quer dizer que sejam referências. E é justamente um craque para ser dono do time que está faltando. No passado, Okocha, Yekini e Kanu, aquele que provocou arrepios nos brasileiros, interpretavam esse papel.

Hoje são apenas jogadores medianos e esforçados. O que pode facilitar a vida dos africanos é o grupo desequilibrado. Por exclusão deve brigar com a Bósnia e Herzegovina pelo segundo lugar, já que só uma hecatombe pode tirar o primeiro posto da Argentina. O jeito é apostar na coesão dos atletas para fazer algo melhor do que o nono lugar em 1994, justamente na primeira participação do país em uma Copa do Mundo. No Mundial passado ficou com um discretíssimo 27º lugar, quando terminou em último na sua chave.


Destaque

Obi Mikel

Obi Mikel. O organizador do time é o volante Mikel, reserva do Chelsea, clube que defende desde 2006. É ele que dita a saída de jogo e a velocidade com que os verdes vão atacar.

Fique de olho

Moses

Moses. O atacante Moses, de 23 anos, chegou a flertar com a Inglaterra, seleção que defendeu ainda nas categorias inferiores. Na hora de decidir onde ficaria como adulto, optou pela Nigéria. Jogou no Chelsea e atualmente atua no Liverpool, mas não conseguiu grande destaque.

Treinador

Stephen Keshi

Stephen Keshi. Foi zagueiro e defendeu a seleção nigeriana entre 1983 e 1995. Como reserva, fazia parte do grupo que foi à Copa dos EUA e chegou às oitavas de final. A experiência como técnico deu-se apenas em seleções. Dirigiu Togo em três oportunidades, além de Mali. Comanda a Nigéria desde 2011.


Time base

Mantendo a tradição ousada do futebol africano, Keshi arma o time no 4-3-3. Enquanto Mikel dá o tom no meio, Moses tem liberdade para jogar pelos dois lados do campo. O técnico aposta numa movimentação intensa entre os meias e atacantes para confundir a marcação adversária.


Convocados

Goleiros:

Vincent Enyeama (Lille/FRA)
Austin Ejide (Hapoel Be’er Sheva/ISR)
Chigozie Agbim (Gombe United)

Defensores:

Elderson Echiejile (Monaco/FRA)
Efe Ambrose (Celtic/ESC)
Godfrey Oboabona (Rizespor/TUR)
Azubuike Egwuekwe (Warri Wolves)
Kenneth Omeruo (Middlesbrough/ING)
Juwon Oshaniwa (Ashdod/ISR)
Joseph Yobo (Norwich City/ING)
Kunle Odunlami (Sunshine Stars)

Meio-campistas:

Obi Mikel (Chelsea/ING)
Ogenyi Onazi (Lazio/ITA)
Ramon Azeez (Almería/ESP)
Gabriel Reuben (Beveren/BEL)
Michael Uchebo (Cercle Brugge/BEL)

Atacantes:

Ahmed Musa (CSKA Moscou/RUS)
Shola Ameobi (Newcastle/ING)
Victor Moses (Liverpool/ING)
Emmanuel Emenike (Fenerbahçe/TUR)
Peter Odemwingie (Stoke City/ING)
Babatunde Michael (Volyn/UCR)
Uche Nwofor (Heerenveen/HOL)

História

A saga nigeriana em copas começou com o pé direito nos EUA em 1994. Dois anos depois atingiu o ápice com a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta batendo os gigantes Brasil, na semifinal; e Argentina, na decisão. Venceu a Copa da África três vezes.

Contra o Brasil

Em jogos de seleções principais se enfrentaram apenas uma vez, num amistoso em 2003. Gil, Luís Fabiano e Adriano garantiram a vitória brasileira por 3x0. A grande vitória nigeriana veio em 1996, pela semifinal do torneio de futebol na Olimpíada: 4x3 com uma atuação inesquecível de Kanu.



Palpite: Pode surpreender