México
Superar dificuldades para ir além

Seleção do México

Análise

O México estava no Grupo B da Concacaf ao lado de Costa Rica, El Salvador e Guiana. Classificou-se sem problemas com 18 pontos, oito à frente da Costa Rica, dona da segunda vaga. O problema veio na fase final, quando os seis melhores decidiam as três vagas para o Mundial. A campanha foi pífia com quatro empates e apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos. No total foram apenas dois triunfos, contra Jamaica e Panamá. Terminou com 11 pontos em quarto lugar, suficiente para disputar uma repescagem.

Nos dois jogos, o adversário seria a Nova Zelândia, da Oceania. Desta vez os mexicanos não deram sopa para o azar. No primeiro jogo, no Westpac, abriram boa vantagem de 4x2. A partida da volta, no Azteca, goleada por 5x1. O México é uma das seleções que jogará na Arena Pernambuco. Na última rodada do Grupo A, o time enfrenta a Croácia, às 17h.

O time perdeu o volante Juan Carlos Medina. Durante um treino da seleção ele sofreu uma lesão no tornozelo e passará por cirurgia. Miguel Ponce, do Toluca, foi chamado para o seu lugar. A preparação dos mexicanos começou no dia 12 de maio e o técnico Miguel Herrera quer evitar o clima de festa da Copa das Confederações, quando alguns atletas chegaram a frequentar casas de striptease. Ele anunciou que todos estão proibidos de manter relações sexuais e ingerir bebida alcoólica. Nos momentos de folga estão liberados apenas passeios ao redor da concentração e usar as redes sociais. Mesmo assim tudo com horário definido.


Destaque

Javier Hernández

Javier Hernández. Apelidado de Chicharito, é um atacante conhecido pelos dribles no Manchester United, clube que defende desde 2010. Gosta de jogar pelos dois lados do campo e já marcou 35 gols em 53 jogos disputados pela seleção mexicana.

Fique de olho

Giovani dos Santos

Giovani dos Santos. O meia do Villarreal vai para sua segunda Copa do Mundo e é um dos maies experientes da seleção mexicana. Atuou 69 vezes com a camisa verde e é figura carimbada desde as seleções de base. Inclusive foi campeão mundial sub-17 em 2005.

Treinador

Miguel Herrera

Miguel Herrera. Aos 46 anos, Miguel Herrera assumiu a seleção mexicana no ano passado, justamente para preparar a equipe para a repescagem contra a Nova Zelândia. É visto pela imprensa mexicana como uma espécie de José Mourinho, que gosta de atrair para si os holofotes, tanto que já adiantou sua meta: lutar pelo título. Para tanto vai adotar linha dura com os jogadores na competição.


Time base

Quando jogador, Herrera era conhecido por ser um marcador implacável, mas estuda adotar o esquema 4-3-3. Também pode haver uma variação para o 4-4-2. Os quatro amistosos antes do Mundial serão decisivos para as variações.


Convocados

Goleiros:

Jesús Corona (Cruz Azul)
Guillermo Ochoa (Ajaccio/FRA)
Alfredo Talavera (Toluca)

Defensores:

Paul Aguilar (América)
Andrés Guardado (Bayer Leverkusen/ALE)
Miguel Layun (América), Rafael Márquez (León)
Héctor Moreno (Espanyol/ESP)
Diego Reyes (Porto/POR)
Francisco Rodriguez (América)
Carlos Salcido (Tigres)

Meio-campistas:

Marco Fabián (Cruz Azul)
Hector Herrera (Porto/POR)
Juan Carlos Medina (América)
Javier Aquino (Villarreal/ESP)
Carlos Peña (León)
Juan Vázquez (León)
Isaac Brizuela (Toluca)

Atacantes:

Oribe Peralta (Santos Laguna)
Alan Pulido (Tigres)
Javier Hernández (Manchester United/ING)
Raúl Jiménez (América)
Giovani dos Santos (Villarreal/ESP)

História

O futebol mexicano tem a honra de ter disputado a primeira partida de Copa do Mundo. No dia 12 de julho de 1930, a seleção tricolor, como a chamam seus torcedores, enfrentou a França e foi goleada por 4x1. O país já esteve presente em 14 edições da competição e de forma ininterrupta desde 1994. Os melhores desempenhos foram justamente nas duas vezes em que recebeu o torneio. Chegou às quartas de final em 1970 e 1986.

Contra o Brasil

Nos últimos dez confrontos, o México venceu o Brasil cinco vezes. Os pentacampeões levaram a melhor em três e um jogo terminou empatado. O mais curioso é que quatro desses triunfos foram por competições oficiais. O encontro mais recente foi pela Copa das Confederações do ano passado, quando o Brasil levou a melhor por 2x0.



Palpite: Zebra