Japão
Disciplinada e ascendente

Seleção do Japão

Análise

A seleção nipônica tem disciplina tática, velocidade e experiência para intimidar seus adversários da fase de grupos. Também conta com um futebol ascendente, que vem se aprimorando com o tempo. E mesmo com tudo isso, a seleção que ocupa a 47ª colocação do ranking da Fifa ainda precisa desenvolver outras habilidades para chegar mais perto da qualidade técnica de seus oponentes, principalmente das ofensivas Colômbia e Costa do Marfim.

Para conquistar a vaga no Mundial deste ano, o Japão contou com uma reestrutura de seu futebol proposta pelo técnico Alberto Zaccheroni. O italiano assumiu a equipe após a campanha na Copa da África do Sul e impôs um futebol de maior velocidade aos samurais, o que acabou resultando nas derrotas para Uzbequistão e Coreia do Norte a princípio, mas depois conquistou a classificação com vitórias sobre Omã e Jordânia e um empate no confronto com a Austrália.

Além dos jogadores de destaque internacional, como os meias Keisuke Honda, do Milan, Shinji Kagawa, do Manchester United, e do zagueiro Maya Yoshida, do Southhampton, o Japão ainda conta com aqueles que fazem sucesso no próprio país. O volante Yasuhito Endo, de 34 anos, vai disputar sua terceira Copa pela seleção e é um dos maiores ídolos dos campeonatos japoneses.

Com o visível crescimento apresentado nos últimos vinte anos, os samurais chegam à quinta Copa do Mundo esperando fazer uma campanha melhor do que a nona colocação que já conquistaram duas vezes (2002 e 2010).


Destaque

Keisuke Honda

Keisuke Honda. O Samurai, como é chamado pela torcida o meia-atacante de 27 anos, já jogou em times da Holanda, Rússia e Itália e possui facilidade de movimentação, além da habilidade com os dribles. É também peça importante no setor criativo da seleção.

Fique de olho

Yoichiro Kakitani

Yoichiro Kakitani. Jogador da casa, o meia-atacante é um dos destaques do Cerezo Osaka e da Liga Japonesa. Tem velocidade e é um bom finalizador, fator que lhe deu destaque no amistoso contra a Bélgica, quando marcou um gol.

Treinador

Alberto Zaccheroni

Alberto Zaccheroni. Italiano, o técnico de 61 anos trouxe à seleção japonesa um futebol mais rápido e eficiente nas finalizações. Assumiu a equipe logo depois da Copa da África do Sul e contou com derrotas no período de adaptação das novas técnicas, mas depois engatou com boa campanha nas eliminatórias.


Time base

Zaccheroni adotou na seleção nipônica o 4-2-3-1, fórmula com que levou o Unidense da Itália à terceira colocação do Campeonato Italiano na temporada de 1997/98. Além da defesa fechada com forte marcação, destacam-se Kagawa e Honda articulando jogadas no meio-campo e finalizando.


Convocados

Goleiros:

Eiji Kawashima (Standard Liège/BEL)
Shusaku Nishikawa (Urawa Reds)
Shuichi Gonda (Tokyo)

Defensores:

Atsuto Uchida (Schalke 04/ALE)
Yuto Nagatomo (Internazionale/ITA)
Hiroki Sakai (Hannover/ALE)
Gotoku Sakai (Stuttgart/ALE)
Masahiko Inoha (Jubilo Iwata)
Yasuyuki Konno (Gamba Osaka)
Masato Morishige (Tokyo)
Maya Yoshida (Southampton/ING)

Meio-campistas:

Yasuhito Endo (Gamba Osaka)
Makoto Hasebe (Nürnberg/ALE)
Toshihiro Aoyama (Sanfrecce Hiroshima)
Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka)
Keisuke Honda (Milan/ITA)
Shinji Kagawa (Manchester United/ING)
Hiroshi Kiyotake (Nürnberg/ALE)
Manabu Saito (Yokohama F Marinos)

Atacantes:

Yoshito Okubo (Kawasaki Frontale)
Shinji Okazaki (Mainz/ALE)
Yoichiro Kakitani (Cerezo Osaka)
Yuya Osako (Munique 1860/ALE)

História

A seleção japonesa fez sua estreia em Copa do Mundo no ano de 998, mas perdeu todos os jogos que disputou na fase de grupos e terminou na 31ª posição. Quatro anos depois, foi sede do evento junto com a Coreia do Sul e surpreendeu ao passar de uma chave em que tinha Rússia, Bélgica e Tunísia como adversários, mas ficou pelas oitavas-de-final após derrota para a Turquia. Na Alemanha, em 2006, somaram apenas um ponto e voltaram pra casa depois da fase de grupos. Na África do Sul conseguiram superar Dinamarca e Camarões, mas foram derrotados pelo Paraguai nas oitavas.

Contra o Brasil

Os dois países se encontraram nos gramados dez vezes, mas em nenhuma delas o Japão saiu com a vitória. Foram oito placares a favor do Brasil e dois empates. No último jogo, pela Copa das Confederações em 2013, a Seleção Brasileira superou a nipônica, sua adversária no Grupo A, por 3x0.



Palpite: Zebra