Itália
Retranca é coisa do passado

Seleção da Itália

Análise

A tetra campeã do mundo Itália não é mais a mesma seleção retranqueira de outros tempos. Em 2014 as coisas mudaram um pouco. Com um meio de campo talentoso e comandado pelo maestro Andrea Pirlo, o 'Il Architetto', como é conhecido pelos italianos. O meia da Juventus é a esperança na criação das jogadas e na conexão do meio de campo com o ataque, onde o bad boy Balotelli espera pelas bolas para marcar os gols. O técnico Cesare Prandelli terá ainda a juventude e categoria de Marco Verratti, meia de 22 anos que atua no PSG-FRA. Juntos, eles podem fazer a diferença para os italianos. Mas e quem disse que a Itália depende apenas dos dois? Não podemos esquecer de Marchisio, De Rossi e o brasileiro naturalizado italiano Thiago Motta.

Agora sim a Azzurra tem um meio de campo completo e de respeito. Na defesa sobra experiência e frieza com Buffon, aos 35 anos, dando sequência aos grandes goleiros da Itália que atuaram em alto nível depois dos 30 anos. Dino Zoff, 40 anos na Copa de 82 e Pagliuca, 32 anos em 98, são fontes de inspiração para Gigi. Classificada no Grupo D, o 'gurpo da morte', composto por Uruguai Inglaterra e Costa Rica, a Azzurra apresenta totais condições de avançar de fase. E se continuarem até a decisão, devem encarar algumas potências campeãs mundiais e outras não. Para ser campeã, a Itália terá que passar muito possivelmente por Espanha, França, Argentina, Alemanha, Holanda ou Portugal.

Nos últimos anos vem mostrando com belas atuações o bom time que tem no papel. A queda ainda na primeira fase em 2010, mais a goleada na final da Euro 2013 para a Espanha por 4x0 foram vergonhosas, mas ficaram no passado. Na Copa das Confederações 2013, chegaram à semifinal e tiveram a mesma Espanha no caminho. Perderam nos pênaltis, mas viram que a Fúria já não os assombrava mais. Aquele pode ter sido o sinal de que os italianos estão prontos para conquistar o pentacampeonato e mais uma vez colar no Brasil, única seleção a levantar a taça do Mundial cinco vezes.


Destaque

Pirlo

Pirlo - Andrea Pirlo é um craque, desfila em campo e carrega nas duas pernas uma categoria jamais vista em outro jogador, com passes precisos e que costumam fazer a felicidade dos atacantes que vestem a mesma camisa que a sua. Os italianos o consideram com um dos melhores meias de todos os tempos, o mundo também. Aos 35 anos, vai disputar a sua última Copa do Mundo, assim como também deverá se despedir da Azzurra. Nada melhor do que encerrar com mais uma conquista, algo que está acostumado a fazer.

Fique de olho

Verratti

Verratti - O garoto do PSG é uma das melhores revelações italianas nos últimos tempos. Com 22 anos, já tem a responsabilidade de arrumar um meio de campo de uma grande equipe, a do PSG. Apesar do Paris contar com Thiago Motta, Cabaye e Matuidi, é Verratti o principal talento do meio do técnico Laurent Blanc. Passes precisos e dribles rápidos são as principais características. Na Itália não será diferente, mesmo com Pirlo e Marchisio ao seu lado, o baixinho também vai querer mostrar serviço e levar a Azzura ao título.

Treinador

Cesare Prandelli

Cesare Prandelli - Após o fracasso em 2010, a Itália apostou no emergente treinador para comandar a Azzurra. A goleada para a Espanha na final da Euro 2012 deixou Cesare Prandelli balançando no cargo. Mas os italianos o mantiveram no posto e se deram bem. Prandelli cresceu junto com a Itália. Foi bem nas eliminatórias e na Copa das Confederações. Se conquistar a Copa no Brasil sua carreira decola de vez, e a seleção nacional chegará ao pentacampeonato, igualando-se ao Brasil. Uma dobradinha nada mal para a Azzurra e Prandelli.


Time base

Desta vez o conceito muda um pouco na Itália. Se antes a melhor defesa era o ataque, nesta Copa muda um pouco. O ataque tornou-se mais participativo e eficiente, fruto da qualidade de seu meio de campo, liderado pelo craque Pirlo. Cesare Prandelli monta a sua equipe no 4-3-1-2, agora com Verratti na armação. Mas isso pode mudar, como não terá Montolivo, machucado, o atacante Cassano poderá ganhar uma chance entre os titulares, e assim, Balotelli terá um companheiro mais próximo.


Convocados

Goleiros:

Orestis Karnezis (Granada/ESP)
Panaglotis Glykos (Paok)
Stefanos Kapino (Panathinaikos)

Defensores:

Vassilis Torosidis (Roma/ITA)
Loukas Vyntra (Levante/ESP)
Sokratis Papastathopoulos (Borussia Dortmund/ALE)
Yiannis Maniatis (Olympiacos)
Jose Holebas (Olympiacos)
Vangelis Moras (Hellas Verona/ITA)
Giorgos Tzavellas (Paok)
Kostas Manolas (Olympiacos)

Meio-campistas:

Giorgos Karagounis (Fulham/ING)
Kostas Katsouranis (Paok)
Alexandros Tziolis (Kayserispor/TUR)
Yiannis Fetfatzidis (Genoa/ITA)
Lazaros Christodoulopoulos (Bologna/ITA)
Panagiotis Kone (Bologna/ITA)
Panagiotis Tachtsidis (Torino/ITA)
Andreas Samaris (Olympiacos)

Atacantes:

Dimitris Salpingidis (Paok)
Georgios Samaras (Celtic/ESC)
Fanis Gekas (Konyaspor/TUR)
Kostas Mitroglou (Fulham/ING)

História

Que a Itália tem tradição em Copas do Mundo disso ninguém dúvida. Mas ao olhar o histórico das 18 participações dos italianos vemos que eles também são bem chegados a dar vexame. São sete quedas ainda na primeira fase (1950, 54, 62, 66, 74, 2002 e 2010) o que mostra que a Itália é uma verdadeira incógnita em Mundiais. Foram apenas duas vezes que a Azzurra ficou de fora de Mundiais, 1930 e 1958. Pelo menos eles carregam a fama de serem a segunda seleção a ter mais finais de Copas no currículo (1934, 38, 70, 82, 94 e 2006), ficando atrás apenas de Brasil e Alemanha que já disputaram sete. Caíram nas semifinais duas vezes, 1978 e 90. Mas foi em 90 que a derrota doeu mais. Como sede do Mundial, a Itália viu Diego Maradona, do Napoli, carregar a Argentina para a decisão contra a Alemanha.

Contra o Brasil

A Itália carrega bons e maus momentos em confrontos contra o Brasil. O primeiro confronto foi na semifinal de 1938, onde o Brasil conheceu seu primeiro carrasco italiano, o craque Giusseppe Meazza, autor do segundo gol na vitória por 2x1 que levou a Azzurra à final. Em 1970 decidiram o título no México. Melhor para o Brasil de Pelé, que goleou a seleção de Facchetti, Dino Zoff e Mazzola por 4a1. De 1982 os Brasileiros nunca vão esquecer. Foi na Espanha que conhecemos o maior carrasco da Itália até hoje. Paolo Rossi. Ele não era nenhum craque com a bola nos pés, mas foi um gênio no confronto realizado no estádio Sarriá ao marcar os três gols que eliminaram a seleção brasileira. O troco veio em 94 nos Estados Unidos. Na disputa por pênaltis pelo título, Roberto Baggio isolou a bola e viu Romário e seus companheiros erguerem pela quarta vez a 'douradinha'.



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