Irã
Para não fazer tão feio

Seleção d Irã

Análise

O início da campanha iraniana nas eliminatórias da Ásia foi bastante promissor. Na primeira fase, no mata-mata, dois bons jogos contra Maldivas: 4x0 e 1x0. A partir da segunda fase, de grupos, o Irã ficou no Grupo E com Catar, Bahrein e Indonésia, o país muçulmano passou invicto com três vitórias e três empates, ficando em primeiro lugar.

Na terceira fase começaram os apertos. Com outros quatro países - Coreia do Sul, Uzbequistão, Catar e Líbano - o Irã travou intensa batalha com os dois primeiros. Ponto a ponto, brigaram pelas duas vagas da chave. A confirmação do passaporte só veio na última rodada. Para não depender do resultado do Uzbequistão, era preciso vencer a Coreia do Sul, ainda por cima fora de casa. Reza Ghoochannejad marcou o gol da classificação aos 15 minutos do segundo tempo.

Alguns jogadores têm experiência do futebol europeu, mas ainda insuficiente para classificar a seleção como candidata a surpresa. Como está num grupo nivelado por baixo - a Argentina é infinitamente superior aos outros três - tudo pode acontecer, mas a realidade é evitar vexames. O mais experiente é justamente o técnico português Carlos Queiróz. Ele está no comando desde 2011 e estava à frente da seleção de Portugal na África do Sul.


Destaque

Ashkan Dejagah

Ashkan Dejagah. É uma das esperanças de levar o time do Irã ao ataque, apesar dos poucos jogos com a camisa da seleção. Acostumado a jogos difícieis, já que disputa o Campeonato Alemão desde que as categorias de base: jogou no Hertha Berlim, Wolfsburg e há dois anos veste a camisa do Fulham, da Inglaterra.

Fique de olho

Ghoochannejhad

Reza Ghoochannejhad. O atacante Reza Ghoochannejhad, do Charlton Athletic, da Inglaterra, marcou o gol que garantiu o Irã na Copa. É o jogador que deve receber as assistências de Dejagah e do volante Nekounan.

Treinador

Carlos Queiróz

Carlos Queiróz. Começou a carreira de treinador em 1984 no Estoril Praia. A seleção do Irã é a quarta que ele comanda. Antes esteve à frente dos Emirados Árabes, África do Sul e Portugal, quando disputou a Copa 2010.


Time base

O Irã joga no 4-4-2, que pode variar para um 4-2-3-1 a depender do posicionamento de Dejagah. A saída de jogo é sempre feita por Nekounan, o verdadeiro cérebro da equipe, que também tem como forte a bola aérea.


Convocados

Goleiros:

Daniel Davari (Eintracht Braunschweig/ALE), Alireza Haghighi (Sporting Covilhã/POR), Rahman Ahmadi (Sepahan)

Defensores:

Khosro Heidari (Esteghlal)
Hossein Mahini (Persepolis)
Steven Beitashour (Vancouver Whitecaps/CAN)
Pejman Montazeri (Umm Salal/CAT)
Jalal Hosseini (Persepolis)
Amir Sadeghi (Esteghlal)
Ahmad Alenemeh (Naft)
Hashem Beikzadeh (Esteghlal)
Ehsan Hajsafi (Sepahan)
Mehrdad Pooladi (Persepolis)

Meio-campistas:

Javad Nekounam (Al Kuwait/KUA)
Andranik Teymourian (Esteghlal)
Ghasem Hadadifar (Zob Ahan)
Bakhtiyar Rahmani (Foolad)
Alireza Jahanbakhsh (NEC/HOL)
Reza Haghighi (Persepolis)
Ashkan Dejagah (Fulham/ING)

Atacantes:

Masoud Shojaei (Las Palmas/ESP)
Reza Ghoochannejhad (Charlton/ING)
Karim Ansarifard (Persepolis)

História

A Copa no Brasil será apenas a quarta do Irã. A saga do país em mundiais começou em 1978 quando terminou em penúltimo lugar, com um ponto conquistado diante da Escócia. Só voltaria ao cenário 20 anos depois para um jogo histórico contra os EUA, eternos desafetos. Os iranianos levaram a melhor por 2x1. Em 2006 a terceira participação, com um 25º lugar. No continente, o time nacional conquistou a Copa Asiática três vezes: 68, 72 e 76.

Contra o Brasil

Só se enfrentaram uma vez num amistoso em 2010. Foi o segundo compromisso com o técnico Mano Menezes, nos Emirados Árabes. Daniel Alves, Nilmar e Alexandre Pato marcaram os gols na vitória por 3x0.



Palpite: Zebra