Grécia
Mais do que o título, querendo a segunda vitória

Seleção da Grécia

Análise

A equipe helênica vem à Copa no Brasil apostando nos erros dos adversários para avançar com rápidos contra-ataques. Deu certo nas eliminatórias e o esperado é que o resultado também seja positivo no Mundial. Foi esse estilo de jogada que deu à Grécia seu único título como seleção - a Eurocopa de 2004.

Ainda que dez anos já tenham se passado e nenhum outro título tenha sido conquistado desde então, essa continua sendo a principal característica do time comandado pelo português Fernando Santos.

Pelos contra-ataques, inclusive, justificam-se a maioria dos placares nas eliminatórias. A Grécia venceu oito das dez partidas que disputou. Cinco delas com o placar magrinho de 1x0.

O ataque é eficiente, não se pode negar. Konstantino Mitroglou e Dimitrios Salpingidis formam uma boa dupla à frente do time, mas é difícil a bola chegar por lá quando o setor criativo é uma das principais falhas da equipe helênica. Os gregos podem até ter uma boa armação tática, mas não conseguem criar boas jogadas que terminem em boas chances de finalização.

Prova disso é que, em suas duas participações, a Grécia só venceu uma partida na Copa do Mundo. Foi contra a Nigéria, em 2010. Se não quiser ser mais uma vez o saco de pancadas da competição, precisa, pelo menos, segurar o ataque de seus primeiros adversários, já vistos como superiores à seleção helênica.


Destaque

Yayá Touré

Konstantino Mitroglou. Vendido ao Fullham, da Inglaterra, no começo do ano por 15 milhões de euros, o atacante tem bom condicionamento físico e poder de finalização. Dos quatro gols da Grécia nas eliminatórias, o jogador marcou três.

Fique de olho

Wilfried Bony

Georgios Samaras. Atacante do Celtics, da Espanha, Samaras é um dos principais jogadores da seleção grega. Tem passagens por clubes ingleses e holandeses e é perigoso com as bolas aéreas.

Treinador

Sabri Lamouchi

Fernando Santos. O português de 59 anos assumiu o comando da seleção helênica logo após o término da Copa da África do Sul. Antes dele, Otto Rehhagel treinou o time por nove anos. Sob o comando do técnico lusitano, a Grécia chegou às quartas-de-final da Eurocopa 2012, onde foi eliminada pela Alemanha e conquistou a vaga para a Copa do Mundo do Brasil.


Time base

Fechada do meio-campo para trás - é como a Grécia se coloca nos jogos. O esquema 4-5-1 aposta numa marcação forte, com a presença dos volantes Tziollis, Maniatis e Karagounis mais recuados.


Convocados

Goleiros:

Orestis Karnezis (Granada/ESP)
Panaglotis Glykos (Paok)
Stefanos Kapino (Panathinaikos)

Defensores:

Vassilis Torosidis (Roma/ITA)
Loukas Vyntra (Levante/ESP)
Sokratis Papastathopoulos (Borussia Dortmund/ALE)
Yiannis Maniatis (Olympiacos)
Jose Holebas (Olympiacos)
Vangelis Moras (Hellas Verona/ITA)
Giorgos Tzavellas (Paok)
Kostas Manolas (Olympiacos)

Meio-campistas:

Giorgos Karagounis (Fulham/ING)
Kostas Katsouranis (Paok)
Alexandros Tziolis (Kayserispor/TUR)
Yiannis Fetfatzidis (Genoa/ITA)
Lazaros Christodoulopoulos (Bologna/ITA)
Panagiotis Kone (Bologna/ITA)
Panagiotis Tachtsidis (Torino/ITA)
Andreas Samaris (Olympiacos)

Atacantes:

Dimitris Salpingidis (Paok)
Georgios Samaras (Celtic/ESC)
Fanis Gekas (Konyaspor/TUR)
Kostas Mitroglou (Fulham/ING)

História

Em duas participações em Copas do Mundo a Grécia conseguiu apenas uma vitória. Nos outros cinco jogos, perdeu. No Mundial dos Estados Unidos, em 1994, a seleção conseguiu voltar para casa sem marcar um gol. Seu único título foi na Eurocopa de 2004, quando a equipe surpreendeu a torcida em Portugal.

Contra o Brasil

As duas seleções só jogaram duas vezes. A primeira foi em um amistoso que terminou com um empate sem gols, em 1974, na cidade do Rio de Janeiro. A última foi na Copa das Confederações da Alemanha, em 2005. O Brasil passou com facilidade pela equipe grega e venceu por 3x0.



Palpite: Zebra