França
Favoritismo é algo que não combina com eles

Seleção do França

Análise

A França é uma verdadeira gangorra quando o assunto é o desempenho em Copas do Mundo. E o retrospecto recente mostra bem isso. Depois que sagrou-se campeã do mundo em 98, chegou com status de favorita ao título de 2002, mas caiu logo na primeira fase, com direito a derrota para a estreante Senegal. Quatro anos depois, na Alemanha, os franceses conseguiram se distanciar dos holofotes e chegaram ao Mundial sem serem considerados um grande favorito. Com um time experiente, carregado pelo maestro Zinedine Zidane, os bleus avançaram até a final mas não levantaram a 'douradinha' porque a Itália estava na seca pelo tetracampeonato e ficou com o título. Em 2010, na África do Sul, novo vexame.

Com uma equipe desunida, e que até greve fez durante o Mundial, os franceses voltaram para casa ainda na primeira fase. Embora não tenha a força e a técnica de equipes como Brasil, Alemanha e Espanha, os franceses podem sim, e tem futebol para isso, ainda que abaixo dos favoritos, para chegar ao segundo título mundial. O que pode ajudar ainda mais a seleção é o nível técnico do grupo, formado por Equador, Suíça e Honduras. Em campo Didier Dechamps monta a sua equipe num 4-4-2 que muda para o 4-5-1 quando Ribéry volta para marcar as laterais adversárias.

Mas nem por isso Benzema se sente isolado, pois os três volantes Pogba, Matuidi e Cabaye sabem atacar muito bem e gostam de aparecer como elemento surpresa na frente. Outro que pode municiar o atacante do Real Madrid, é o habilidoso Valbuena, do Olympique de Marselha. Atrás, o regular Lloris do Tottenham e o incasável lateral do Manchester United, Patrice Evra, ajudam e tranquilizam os jovens na defesa. Apesar de ter um time base inexperiente em mundiais, é bom ficar de olho na França, porque eles adoram surpreender quando não são considerados uma ameaça.


Destaque

Benzema

Benzema - Sem Ribéry, machucado e cortado da Copa, o principal nome da França com certeza é o atacante do Real Madrid. Se bem servido, Benzema pode ser letal tanto pelo ar como com os pés. É a esperança de gols, e títulos, dos franceses.

Fique de olho

Pogba

Pogba - Bom volante revelado pelo Manchester United, ainda com Alex Ferguson. Desde 2012 está na Juventus, onde já conquistou dois títulos do Calcio. Marcação forte e chutes de longa distância são as principais armas de Pogba para ajudar a França na Copa. Ainda não é titular absoluto na Vecchia Signora, mas é um jogador de extrema importância para Antonio Conte. Precisa repetir as boas atuações na seleção francesa, se fizer, pode ser também a grande revelação do mundial apesar de já ser considerado uma realidade no futebol.

Treinador

Didier Deschamps

Didier Deschamps - Quando jogador era um bom volante marcador, mas que também gostava de sair para o jogo. Didier Dechamps, campeão mundial com a França em 1998, assumiu os bleus para tentar resgatar o bom futebol da seleção francesa, que parece ter ficado em 2006, quando perdeu na final para a Itália. Aos 45 anos, começou a carreira de técnico no Monaco-FRA. Passou pela Juventus e pelo Marseille até assumir a França. Uma carreira promissora que pode dar um salto gigantesco com a conquista da Copa do Mundo no Brasil.


Time base

Nada de muita divisão na formação tática. O técnico Deschamps gosta do velho e tradicional 4-4-2, sem muitas variações. Com ele é assim, cada um no seu quadrado. Duas linhas de quatro e na frente a velha dupla de ataque; um ponta e o outro mais centralizado. Mas toda essa montagem da equipe pode ser radicalmente modificada, com a ausência do craque Frank Ribéry, cortado a menos de uma semana para a Copa. Como não terá grandes adversários na primeira fase, ele deverá entrar com mais um atacante na vaga de Riba, e este deve ser Rémy do Newcastle-ING. Outro que pode figurar entre os titulares é o grandalhão Giroud que atua no Arsenal. Mas a entrada dele iria deixar a França com dois centroavantes, já que Benzema é intocável no ataque. Caso se classifique, é possível que Deschamps mude para um esquema com três volantes. dando mais liberdade para Valbuena e Cabaye encostarem em Benzema.


Convocados

Goleiros:

Hugo Lloris (Tottenham/ING)
Stéphane Ruffier (Saint-Étienne)
Mickaël Landreau (Bastia)

Defensores:

Raphaël Varane (Real Madrid/ESP)
Mamadou Sakho (Liverpool/ING)
Mathieu Debuchy (Newcastle/ING)
Laurent Koscielny (Arsenal/ING)
Lucas Digne (Paris Saint-Germain)
Eliaquim Mangala (Porto/POR)
Bacary Sagna (Arsenal/ING)
Patrice Evra (Manchester United/ING)

Meio-campistas:

Yohan Cabaye (Paris Saint-Germain)
Paul Pogba (Juventus/ITA)
Blaise Matuidi (Paris Saint-Germain)
Moussa Sissoko (Newcastle/ING)
Rio Mavuba (Lille)
Morgan Schneiderlin (Southampton/ING)
Mathieu Valbuena (Olympique de Marseille)

Atacantes:

Karim Benzema (Real Madrid/ESP)
Antoine Griezmann (Real Sociedad/ESP)
Olivier Giroud (Arsenal/ING)
Remy Cabella (Montpellier)
Loïc Rémy (Newcastle/ING)

História

14 participações em 20 possíveis. O suficiente para fazer da França uma seleção cascuda em Copas do Mundo. Quando querem são duros na queda, mas quando não estão 100 por cento focados costumam passar vergonha para todo o mundo ver. Prova disso foram as eliminações vexatórias ainda na fase de grupos em 1966, 2002 e 2010. A única vez que foram eliminados na primeira fase e não consideramos um vexame foi em 1982, porque postularam o grupo da morte do Mundial, composto por Argentina, Itália e Hungria além dos franceses. O único título foi em 1998, quando sediaram a Copa, e sob a a batuta de Zinedine Zidane, atropelaram seus adversários. O jogo mais difícil daquele Mundial foi contra a Itália nas oitavas de final. Os bleus precisaram da disputa por pênaltis para avançar às quartas. A decisão foi tranquila, um 3x0 diante de um Brasil adormecido e abalado por causa da crise de convulsão de Ronaldo Fenômeno.

Contra o Brasil

'O maio carrasco do Brasil em Copas do Mundo'. É assim que os brasileiros citam a França quando alguém pergunta se os conhece. Não é para menos. Foram quatro jogos e apenas uma vitória brasileira. As três derrotas sofridas foram em mata mata, sendo uma, decidindo uma Copa. A vitória solitária foi na Copa de 58. Brasil 5x2 sobre a França, e a jornada rumo ao primeiro título deu continuidade. Em 1986, derrota nos pênaltis na fase de quartas de final. 1998, um 3x0 no Stade de France que dói na alma dos brasileiros até hoje. E o pior, o craque Zidane ainda não tinha marcado um gol sequer naquele mundial. Aproveitou a fragilidade da defesa do técnico Zagallo e marcou seus dois únicos gols na Copa. Em 2006 um Brasil formado por craques. Craques esses que não transformaram uma grande equipe. A França aproveitou bem e venceu por 1x0 com gol de Henry.



Palpite: Pode surpreender