Equador
Preparo físico invejável, técnica nem tanto

Seleção do Equador

Análise

O Equador carrega a fama de ser uma das melhores seleções em termos de preparo físico na América do Sul. Algo tido como essencial para esta Copa do Mundo, por causa da variação na temperatura em algumas cidades sedes. Sempre incomoda os grandes como Brasil, Argentina e Uruguai, na eliminatórias, principalmente quando joga na altitude de Quito. Muita correria e vontade, porém, pouca técnica e sicronismo tático. Prova dessa diferença entre tática e força física são os números da campanha na última eliminatórias da Copa. Sete vitórias e um empate (Argentina) em casa, e a quarta vaga assegurada. Longe da altitude de Quito eles viram presa fácil.

Nas mesmas eliminatórias, não venceram nenhuma e conseguiram apenas três empates fora de casa. Esse diagnóstico ruim também pode ser explicado em suas participações em Mundiais. Na Copa de 2002, caíram na fase de grupos. Evoluiram um pouco mais e em 2006 passaram às oitavas, sendo eliminada para a Inglaterra com um gol de falta de David Beckham. Para 2014 o nível técnico dos equatorianos melhorou um pouco mais e a força física continua invejável. Isso pode ser o suficiente para quem sabe, conseguir a classificação no Grupo E, ao lado de França, Honduras e Suíça. A esperança é o meia Valencia, do Manchester United-ING. Um dos jogadores mais velozes do mundo, Valencia é o pulmão de sua seleção dentro de campo e pode ser o diferencial para os equatorianos.

Na defesa, a confiança no goleiro Domínguez, da LDU, é grande, assim como ele. Com 1,91m de altura, o 'Dida' do Equador, como é conhecido, passa tranqulidade a dupla de zaga Erazo e Guagua. No ataque, Felipe Caicedo é a principal aposta de gols. Ele terá a ajuda de Martínez, do enjoado time do Tijuana-MEX. Habilidoso, rápido mas pouco objetivo, o 'Neymar' de Quito terá a obrigação de municiar o centroavante do Al Jazira - EAU, desde que não fique com suas fírulas pouco objetivas, e esqueça o seu penteado esquisito. No físico os equatorianos podem ir longe, mas talvez não seja o suficiente para conseguir algo mais que a segunda fase, onde poderão enfrentar a Argentina.


Destaque

Valencia

Valencia - Uma pesquisa apontou que o meia do Manchester United é o jogador mais rápido do mundo, com velocidade média superior aos 30 km por hora. Vencendo inclusive, os incansáveis Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e Lionel Messi. Valencia vai precisar usar a sua velocidade para levar os equatorianos a segunda fase da Copa. Não será fácil vencer a retranca suíça e o talento dos franceses. A pausa na correria poderá vir contra Honduras, jogo em que Valencia deverá diminuir a velocidade para 15 por hora, o necessário para vencer os hondurenhos. Mas terá que acelerar novamente se quiser algo mais que as oitavas. Se não, vai correr ainda mais, só que desta vez, no caminho para casa.

Fique de olho

Felipe Caicedo

Felipe Caicedo - Que a piada mais tradicional com o atacante do Al Jazira - EAU não caia sobre os equatorianos. Senão, o Equador 'caicedo' nesta Copa. A esperança de gols do técnico Reinaldo Rueda surgiu como grande promessa mas ainda não conseguiu vingar no futebol. Vai ser preciso muita concentração do artilheiro para achar os espaços nas defesas adversárias e assim encontrar as redes. Caso contrário, Equador e Felipe 'caiemcedo' da Copa.

Treinador

Reinaldo Rueda

Reinaldo Rueda - O que o técnico e os jogadores da seleção equatoriana tem em comum? Ambos são muito bem entendidos no assunto questão física. É que o técnico Reinaldo Rueda é formado em educação física, e os seus atletas, manda muito bem na parte física e prometem imprimir muita correria dentro de campo.Depois do fracasso com Honduras em 2010, o técnico colombiano espera um resultado melhor sob o comando de uma equipe um pouco mais qualificada do que a última que treinou em Copas do Mundo.


Time base

4-2-3-1 - Essa é a formação que mais agrada no Equador de Reinaldo Rueda. Fez efeito nas eliminatórias, principalmente em casa, na altitude de Quito, onde os equatorianos venceram sete e empataram apenas uma. Mas longe de casa ele não conseguiu encontrar a formação ideal, tanto que não venceu uma partida sequer. O que Rueda espera é que o 4-2-3-1 que prevaleça na Copa é o dos jogos em casa, pois assim, o Equador pode chegar longe. Paredes, Erazo, Guagua e Baguí forma a defesa; Castillo e Noboa compõe a dupla de volantes e cobrem as subidas de Valencia e Enner, que são auxiliados por Montero, que fica mais centralizado no meio. Caicedo fica isolado na frente esperando a chegada dos pontas e dos laterais.


Convocados

Goleiros:

Maximo Banguera (Barcelona)
Adrian Bone (El Nacional)
Alexander Dominguez (LDU Quito)

Defensores:

Gabriel Achilier (Emelec)
Walter Ayovi (Pachuca/MEX)
Oscar Bagui (Emelec)
Frickson Erazo (Flamengo/BRA)
Jorge Guagua (Emelec)
Juan Carlos Paredes (Barcelona)

Meio-campistas:

Segundo Castillo (Al Hilal/ARS)
Miguel Arroyo (Atlante/MEX)
Édison Mendez (Independiente Santa Fe/COL)
Carlos Gruezo (Stuttgart/ALE)
Renato Ibarra (Vitesse/HOL)
Fidel Martinez (Tijuana)
Cristian Noboa (Dinamo Moscou/RUS)
Luis Saritama (Barcelona)
Antonio Valencia (Manchester United/ING)

Atacantes:

Jaime Ayovi (Tijuana)
Felipe Caicedo (Al-Jazira/EAU)
Jefferson Montero (Morelia/MEX)
Joao Rojas (Cruz Azul/MEX)
Enner Valencia (Pachuca/MEX)

História

Apenas duas participações em Copas do Mundo, 2002 e 2006. Mas, foram as duas últimas e isso mostra que o futebol equatoriano vem evoluindo e se transformando em uma potência no futebol sulamericano. A melhor participação foi em 2006 quando caíram nas oitavas para a Inglaterra.

Contra o Brasil

Nunca se enfrentaram em Copas do Mundo, mas o Equador é sim uma pedra no sapato dos brasileiros. Nas eliminatórias para a Copa de 2002 no Japão e na Coreia, uma derrota por 1x0, com gol de Kaviedes, mostrou que os brasileiros precisavam tratar os equatorianos com mais respeito.



Palpite: Zebra