Colômbia
Tentando se manter sem Falcao

Seleção da Colômbia

Análise

Com apenas 13 gols sofridos, a seleção colombiana chega à sua quinta edição da Copa do Mundo com a defesa menos vazada das eliminatórias. Se destacou também no ataque: marcou 17 gols e ficou no terceiro lugar da artilharia. Mas, apesar do equilíbrio entre os setores e seu estilo de futebol objetivo na ofensividade, sabe-se que a boa campanha feita nas eliminatórias não teria acontecido sem a participação de Falcao García, atacante do Mônaco.

E para o desespero do técnico José Pékerman, a atual estrela da equipe cafetera está de fora do Mundial no Brasil. Falcao está longe dos campos desde janeiro, quando sofreu uma ruptura do ligamento anterior cruzado do joelho esquerdo e ficou de fora da lista de convocados.

O favorito para ocupar sua vaga no ataque é Jackson Martínez, jogador do Porto e artilheiro do Campeonato Português por duas edições seguidas. Na equipe chilena, constantemente comparada à geração da década de 90, estrelada por Valderrama, Rincón e Asprilla, também se destacam os meias Fred Guarín, do Inter de Milão, e James Rodríguez, do Mônaco. A dupla é um dos pontos fortes da equipe colombiana por ser forte na criação e na arrancada do meio de campo para as finalizações.

A seleção cafetera é uma equipe que pode surpreender neste Mundial. Para isso, precisa aproveitar as chances de se sobrepor a uma seleção tecnicamente mais fraca. A primeira oportunidade já é na estreia, contra a Grécia e é fundamental para dar início a uma boa campanha colombiana.


Destaque

Keisuke Honda

James Rodríguez. Talentoso, o jogador de 22 anos é o mais importante na articulação das jogadas ofensivas da Colômbia. Saiu do Porto em ótima fase para ser vice-campeão francês pelo Mônaco. Foi considerado, ainda, um dos melhores jogadores desta temporada, na França.

Fique de olho

Yoichiro Kakitani

Jackson Martínez. Com Falcao de fora, o atacante de 27 é a primeira opção para o ataque da equipe de Pékerman. Atualmente veste a camisa do Porto, onde fez sucesso e marcou 60 gols em duas temporadas, entrando na história do Clube como um de seus 25 maiores goleadores.

Treinador

Alberto Zaccheroni

José Pekerman. O argentino assumiu a equipe cafetera durante as eliminatórias para a Copa. Seu antecessor, Leonel Álvarez foi demitido após uma derrota em casa para a Argentina. Logo que assumiu, Pékerman causou impacto e boa impressão para a torcida. Em seus seis primeiros jogos à frente do time, a Colômbia venceu cinco e garantiu a pontuação necessária para vir ao Brasil.


Time base

A Colômbia joga com o tradicional 4-4-2, tendo dois zagueiro e dois volantes mais recuados para poder dar mais liberdadade aos laterais. O sistema também conta com os meias Fredy Guarín e James Rodríguez como dupla de criação próxima aos atacantes.


Convocados

Goleiros:

David Ospina (Nice/FRA)
Faryd Mondragón (Deportivo Cali)
Camilo Vargas (Independiente Santa Fe)

Defensores:

Camilo Zúñiga (Napoli/ITA)
Pablo Armero (West Ham/ING)
Cristian Zapata (Milan/ITA)
Mario Yepes (Atalanta/ITA)
Carlos Valdés (San Lorenzo/ARG)
Santiago Arias (PSV/HOL)
Éder Álvarez Balanta (River Plate/ARG)

Meio-campistas:

James Rodríguez (Monaco/FRA)
Abel Aguilar (Toulouse/FRA)
Carlos Sánchez (Elche/ESP)
Fredy Guarín (Internazionale/ITA)
Juan Fernando Quintero (Porto/POR)
Aldo Ramírez (Morelia/MEX)
Alexánder Mejía (Atlético Nacional)
Víctor Ibarbo (Cagliari/ITA)
Juan Guillermo Cuadrado (Fiorentina/ITA)

Atacantes:

Jackson Martínez (Porto/POR)
Teófilo Gutiérrez (River Plate/ARG)
Carlos Bacca (Sevilla/ESP)
Adrián Ramos (Borussia Dortmund/ALE)

História

Das suas quatro participações em mundiais, a seleção cafetera foi derrotada ainda na fase de grupos em três. A melhor campanha foi na Copa de 1990, na Itália, quando a geração dourada da Colômbia, liderada por René Higuita e Carlos Valderrama foi derrotada nas oitavas de final pela seleção de Camarões.

Contra o Brasil

Foram 24 partidas entre jogos amigáveis, Copa América, eliminatórias e Copa do Mundo. O Brasil venceu dez vezes, contra apenas duas vitórias da Colômbia. Em seus resultados positivos, a seleção cafetera arrancou 1x0 em amistoso na cidade de Bogotá, em 1985, e 2x0 na Copa América de 1991. Por outro lado, o Brasil já consegui placares largos contra os colombianos, como no Sul-Americano de 1957, quando fez 9x0, e nas eliminatórias da Copa de 1978, quando o placar no Rio de Janeiro terminou em 6x0.



Palpite: Pode surpreender