Chile
Sem estrelas, mas com equilíbrio

Seleção do Chile

Análise

Chegando à sua nona participação em uma Copa do Mundo, a seleção chilena deve apresentar no Brasil uma equipe mais equilibrada taticamente, se comparada às performances anteriores. Conhecida como La Roja, ainda traz jogadores já conhecidos no futebol brasileiro, como o atacante Eduardo Vargas que, atualmente, defende o Napoli, mas já jogou pelo Grêmio, o lateral Eugenio Mena que joga pelo Santos, o volante Charles Aránguiz, do Internacional, e o meia Jorge Valdívia, que já foi ídolo da torcida palmeirense.

E se antes o Chile chegava à Copa com o elenco ofuscado por apenas um jogador de destaque, a situação agora é outra. A atual seleção carece de grandes estrelas, mas tem bons jogadores em todos os setores. É o caso de Arturo Vidal, do Juventus, que atua no meio-campo junto com Matías Fernandez, da Florentina. Mais à frente, Alexis Sánchez, do Barcelona e Vargas que formam a dupla de ataque.

Bem ao estilo do atual técnico, o argentino Jorge Sampaoli, a seleção chilena tem como marca a ofensividade. Tanto que foi considerado o segundo melhor ataque das eliminatórias, balançando as redes adversárias 29 vezes. Por outro lado, entre as seleções que classificaram à vaga direta, teve a defesa mais vazada, levando 25 gols. Décima terceira no ranking da FIFA, a equipe chega mais confiante do que à Copa da África do sul e pronta pra garantir a segunda vaga do grupo.


Destaque

Arturo Vidal

Arturo Vidal. O meia é peça-chave no meio-campo chileno, pois quase todas as jogadas importantes passam por seus pés. Até poucos dias antes da convocação de Sampaoli, Vidal era uma das dúvidas na lista, pois havia passado recentemente por cirurgia no joelho, mas já está recuperado.

Fique de olho

Felipe Gutiérrez

Felipe Gutiérrez. O meia de 23 anos é o coelho na cartola de Sampaoli. Revelado pelo Universidad Católica, do Chile, o jogador já faturou prêmios de destaque no futebol local. Atualmente joga pelo Twente, na Holanda, e vem ganhando espaço com o técnico da Roja.

Treinador

Jorge Sampaoli

Jorge Sampaoli. O argentino, de 54 anos, assumiu a seleção chilena durante a campanha nas eliminatórias. Após duas derrotas seguidas fora de casa, para Colômbia e Argentina, o então técnico Claudio Borghi foi demitido e Sampaoli entrou em seu lugar. Apesar da estreia com derrota para o Peru, conduziu a equipe à sua maior sequência invicta na história das eliminatórias. Foram cinco vitórias e um empate.


Time base

Frequentemente, Sampaoli forma a equipe no 4-3-2-1, com três homens de meio-campo e um atacante recuado para compor o setor. O treinador também é adepto a um atacante aberto pela ponta, cobrindo as subidas pelas laterais.


Convocados

Goleiros:

Claudio Bravo (Real Sociedad/ESP)
Cristopher Toselli (Universidad Católica)
Johnny Herrera (Universidad de Chile)

Defensores:

Gonzalo Jara (Nothingham Forest/ING)
José Rojas (Universidad de Chile)
Gary Medel (Cardiff City/GAL)
Mauricio Isla (Juventus/ITA)
Eugenio Mena (Santos/BRA)
Miiko Albornoz (Malmö/SUE)

Meio-campistas:

Francisco Silva (Osasuna/ESP)
Felipe Gutiérrez (Twente/HOL)
José Pedro Fuenzalida (Colo Colo)
Marcelo Díaz (Basel/SUI)
Arturo Vidal (Juventus/ITA)
Carlos Carmona (Atalanta/ITA)
Charles Aránguiz (Internacional/BRA)
Jean Beausejour (Wigan/ING)
Jorge Valdivia (Palmeiras/BRA)

Atacantes:

Esteban Paredes (Colo Colo)
Eduardo Vargas (Valencia/ESP)
Alexis Sánchez (Barcelona/ESP)
Fabián Orellana (Granada/ESP)
Mauricio Pinilla (Cagliari/ITA)

História

São oito participações em Copas do Mundo. A melhor delas foi em 1962, quando jogaram em casa e ficaram com o terceiro lugar, ficando atrás do Brasil e da Tchecoslováquia (seleção existente até 1993, quando se deu a divisão dos dois países: República Tcheca e Eslováquia). Antes disso, nunca tinham passado pela fase de grupos. O mesmo se repetiu em 1966, 1974 e 1982. Nos mundiais da França, em 1998, e em 2010, na África do Sul, foram eliminados pelo Brasil nas oitavas de final.

Contra o Brasil

Entre Copa América, amistosos, eliminatórias e partidas oficiais da Copa do Mundo, Chile e Brasil já se enfrentaram 67 vezes. Quarenta desses jogos terminaram com vitória brasileira. A maior goleada foi na segunda disputa, pela Copa América de 1919, quando a seleção canarinha fez 6x0 na Roja. Nos resultados mais recentes, o Brasil eliminou o Chile nas oitavas de final das copas de 1998, por 4x1, e de 2010, por 3x0.



Palpite: Pode surpreender