Brasil
Em busca do tão sonhado título em casa

Seleção do Brasil

Análise

Credenciais não faltam para a mais vitoriosa seleção de futebol do planeta. Cinco títulos mundiais e um exército de craques saídos de todos os cantos do País deram o futebol brasileiro a condição de lenda. E corroborar essa tese é o grande trabalho dos 23 convocados de Luiz Felipe Scolari. Quase todo interlúdio entre o fiasco da África do Sul e o Mundial em casa foi sofrido e criticado, mesmo sem disputar eliminatórias. Primeiro sob o comando de Mano Menezes, a Canarinha não encontrou uma maneira de jogar, perdeu para tradicionais adversários, como Argentina, França e Alemanha, além de perder a medalha de ouro olímpica e cair fora da Copa América bisonhamente não acertando um pênalti sequer.

Nesse ínterim, mudou o comando da CBF. Ricardo Teixeira renunciou e passou o bastão para José Maria Marin. O novo manda-chuva não gostava de Mano, mas esperou 2012 acabar para demiti-lo e anunciar uma nova dupla. Luiz Felipe Scolari, campeão na Copa de 2002, seria o técnico tendo Carlos Alberto Parreira, vencedor em 1994 como coordenador.

Os campeões precisaram de um tempo para ajustes. Mas a partir de maio de 2013, o time entrou nos eixos, adotou um sistema de jogo que misturava força na marcação e velocidade no ataque e entrou voando na Copa das Confederações. Na decisão, atropelou os atuais campeões mundiais e bi europeus, a Espanha, por 3x0. O gigante acordava, capitaneado por Neymar, Oscar e Fred. O carimbo de favorito voltou à testa dos brasileiros, que agora terão de dominar o clima de euforia por jogarem em casa e, obviamente os adversários. O caminho até a final é duríssimo para o Brasil.


Destaque

Neymar

Neymar. Desde sua estreia no dia 11 de agosto de 2010 até o momento, Neymar marcou 30 gols em 47 jogos pela seleção marca superior a gente do quilate de Kaká e Careca, por exemplo. O camisa 10 também chega ao Mundial com o status de ter sido eleito o melhor da Copa das Confederações.

Fique de olho

Fred

Fred. Um herdeiro para a posição que foi de Careca, Romário e Ronaldo era uma obsessão para a Seleção. O candidato mais forte que apareceu nos últimos tempos foi Fred. Sob o comando de Felipão, o camisa 9 do Fluminense marcou gols decisivos e é titular absoluto.

Treinador

Luiz Felipe Scolari

Felipão. O gaúcho Luiz Felipe Scolari era considerado superado por muitos depois de praticamente deixar o Palmeiras rebaixado para a Série B. Mas supreendeu. Deu velocidade e principalmente confiança a um time desacreditado. Pode entrar para a história se vencer sua segunda Copa.


Time base

Felipão segue o sistema de jogo adotado pelos alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund, o 4-2-3-1. Neymar e Hulk jogam abertos pela esquerda e direita respectivamente, com Oscar encostando para as tabelas com Fred. A Canarinha procura marcar seus adversários no próprio campo de defesa, usando para isso o avanço dos laterais Daniel Alves e Marcelo.


Convocados

Goleiros:

Júlio César (Toronto FC/CAN)
Jefferson (Botafogo)
Victor (Atlético Mineiro)

Defensores:

Daniel Alves (Barcelona/ESP)
Maicon (Roma/ITA)
Marcelo (Real Madrid/ESP)
Maxwell (Paris Saint-Germain/FRA)
Thiago Silva (Paris Saint-Germain/FRA)
David Luiz (Chelsea/ING)
Dante (Bayern de Munique/ALE)
Henrique (Napoli/ITA)

Meio-campistas:

Luiz Gustavo (Wolfsburg/ALE)
Paulinho (Tottenham/ING)
Oscar (Chelsea/ING)
Fernandinho (Manchester City/ING)
Ramires (Chelsea/ING)
Hernanes (Internazionale/ITA)
Willian (Chelsea/ING)

Atacantes:

Fred (Fluminense)
Neymar (Barcelona/ESP)
Hulk (Zenit/RUS)
Jô (Atlético Mineiro)
Bernard (Shakhtar Donetsk/UCR)

História

O Brasil é o único a participar de todas as edições da Copa do Mundo. Ao longo do tempo foi construindo uma história difícil de ser igualada. Passou por traumas como a perda da final em 1950 para o Uruguai a momentos de puro delírio como a brilhante conquista em definitivo da taça Jules Rimet com o tri em 1970 e o primeiro tetra, na primeira final de Copa por pênaltis. Ao todo foram sete finais disputadas, número só igualado pela Alemanha, mais dois terceiros lugares e uma quarta colocação. Nesta edição tem uma escrita a manter: todas as seleções que venceram mais de um Mundial conquistaram pelo menos um em casa.



Palpite: Favorita ao título