Argentina
Hermanos querem fazer a festa em território inimigo

Seleção da Argentina

Análise

Se existe uma seleção nesta Copa do Mundo que não pode reclamar do sorteio dos grupos é a Argentina. No seu caminho, uma estreantes (Bósnia e Herzegovina), um candidato a saco de pancada (Irã) e um grupo apenas esforçado (Nigéria). Vamos e convenhamos, é muito pouco para encarar "o melhor ataque do mundo" nas palavras do próprio técnico Alejandro Sabella.

Os hermanos têm o melhor do mundo na atualidade, que mesmo vindo de uma temporada irregular no Barcelona, ainda assim é um jogador que não deixa nenhum zagueiro que vai enfrentá-lo dormir tranquilo. E para aumentar o poderio ele ainda terá ao seu lado Di María, Higuaín e Agüero. O problema é lá atrás. Com tanta gente boa na frente faltou algo lá atrás. Os tempos de Samuel, Zanetti, Sorín e Cambiasso já eram. O grande marcador portenho é Mascherano, companheiro de Messi no Barcelona.

O técnico tenta fazer com que a equipe seja mais equilibrada defensivamente. Por conta disso, ele não coloca seus pupilos como favoritos, embora reconheça que existe uma grande expectativa. Os argentinos vêm para sua 16ª participação em copas e desde o vice em 1990 não emplaca grandes campanhas. A melhor delas foi justamente na África do Sul, quando terminou em quinto lugar, uma posição à frente do Brasil. Em 2002 com um time até superior ao atual caiu na primeira fase, o que também vai servir de alerta.


Destaque

Messi

Messi. Não poderia ser outro. Lionel Messi foi eleito quatro vezes seguidas o melhor jogador do mundo pela Fifa, sequência só quebrada com a escolha do português Cristiano Ronaldo em 2013. Não teve uma temporada brilhante assim como todo o time do Barcelona, mas tem futebol de sobra para compensar isso fazendo uma grande Copa.

Fique de olho

Ángel di María

Ángel di María. Foi um dos pilares na grande campanha do Real Madrid na Liga dos Campeões da Uefa deste ano. Na decisão, jogou por ele e por Cristiano Ronaldo, já sem condições físicas. Inteligente e habilidoso, dá velocidade nos contra-ataques.

Treinador

Alejandro Sabella

Alejandro Sabella. O maior mérito de Alejandro Sabella, de 59 anos, foi encontrar uma maneira de Messi render na seleção algo próximo do que ele sempre fez no Barcelona. Cauteloso, ele ainda espera um desempenho melhor de sua defesa e, por isso, joga o favoritismo nas costas de Brasil, Alemanha e Espanha.


Time base

Com tanta gente boa do meio para frente, o sistema argentino prioriza do ataque. É um 4-3-3 com Messi saindo pela direita mas com liberdade por todo o ataque. Higuaín e Dí Maria reforçam o lado esquerdo. Agüero fica mais fixo como um centroavante tradicional. No meio, Mascherano vai ter que se virar para proteger a defesa.


Convocados

Goleiros:

Sergio Romero (Monaco/FRA)
Mariano Andújar (Catania/ITA)
Agustín Orión (Boca Juniors)

Defensores:

Ezequiel Garay (Benfica/POR)
Federico Fernández (Sevilla/ESP)
Pablo Zabaleta (Manchester City/ING
Marcos Rojo (Sporting/POR)
José María Basanta (Monterrey/MEX)
Hugo Campagaro (Internazionale/ITA)
Martín Demichelis (Manchester City/ING)

Meio-campistas:

Fernando Gago (Boca Juniors)
Lucas Biglia (Lazio/ITA)
Javier Mascherano (Barcelona/ESP)
Ángel di María (Real Madrid/ESP)
Maxi Rodríguez (Newell’s Old Boys)
Ricardo Álvarez (Internazionale/ITA)
Augusto Fernández (Celta)
Enzo Pérez (Benfica/POR)

Atacantes:

Sergio Agüero (Manchester City/ING)
Lionel Messi (Barcelona)
Gonzalo Higuaín (Napoli/ITA)
Ezequiel Lavezzi (Paris Saint-Germain/FRA)
Rodrigo Palacio (Internazionale/ITA)

História

O grande desafio da Argentina é provar que o grupo é mais forte que as individualidades, coisa que ela pouco conseguiu na história das copas. Venceu em casa em 1978 sob suspeitas de manipulação, e em 1986, levadas nas costas pela genialidade de Maradona. Com o D10S já na descendente em 1990 ainda ficou com o vice. Depois disso não conseguiu chegar mais entre os quatro melhores. Nem o fato de jogar perto de casa ajuda muito. Apenas na primeira Copa, no Uruguai, ficou com o vice. Não veio para a Copa de 1950 e amargou um décimo lugar no Chile, em 1962.

Contra o Brasil

Aqui temos uma das maiores rivalidades da história do futebol. Segundo informações da Fifa, canarinhos e albicelestes já se enfrentaram 97 vezes. O Brasil venceu 38, apenas duas a mais que os hermanos. Outros 23 jogos terminaram empatados. Em gols, a vantagem é deles, por muito pouco: 151x150. Em copas, se enfrentaram em três edições seguidas: 74, 78 e 82. O Brasil venceu em 74 por 2x1 e deu um banho de bola em 1982, 3x1. Em 1978 um 0x0 com muita pancada de todo lado em Rosário. A Argentina vencu a primeira e única até agora nas oitavas de final em 1990, 1x0.



Palpite: Favorito ao título