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Uruguai - 1930 - O sonho vira realidade

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

A Copa de 1930 merece ser lembrada porque é simplesmente a que dá o pontapé para uma competição que passaria a mexer com o imaginário de todo amante do futebol, seja ele jogador, torcedor ou até mesmo um garoto que pouco sabe sobre o esporte. Foi no Uruguai que toda a magia do Mundial começou. O francês Jules Rimet foi o idealizador do torneio. De maneira perseverante, ele sonhou com uma competição de seleções nacionais e colocou sua aspiração em prática. Desde então, foram mais 18 chances para fantasiar um pouco desse jogo tão apaixonante chamado futebol.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Os donos da casa acabaram sendo campeões. Eram a melhor seleção da época, pouco há o que discutir. O favoritismo do bicampeonato olimpíco (1924 e 1928) acabou por se refletir em 30. O Uruguai venceu todos os jogos e levou a torcida à festa. No dia 30 de julho de 1930, onze uruguaios entraram para a história como o primeiro time campeão do mundo. Na final, bateram a grande rival Argentina por 4x2 e levantaram a taça, algo que voltaria a se repetir 20 anos mais tarde, em 1950, no Brasil.

Personagem: o templo do futebol chamado Centenário

O palco da final - e da maioria dos jogos - foi o grande estádio Centenário, em Montevidéu. A construção dele demorou cerca de oito meses e custou uma fortuna na época (um milhão de pesos). Todavia isso pouco importa para o torcedor uruguaio, que tem o local como um templo do futebol. O Centenário é um sonho materializado em concreto. Tão místico quanto o estádio, somente o jogador da Celeste a marcar pela primeira vez lá. Seu nome é Héctor Castro, mas podem chamá-lo de 'Divino Manco'. Tudo porque lhe faltava a mão direita, mero detalhe para um esporte praticamente só jogado com os pés. Castro ainda marcaria o último gol na final da Copa, também no Centenário. Foram seus dois únicos gols em Mundiais, talvez os mais importantes de toda a sua carreira.

Brasil ainda amadurecia no futebol

E o Brasil? Bem, em 1930 a Seleção Brasileira ainda não era o esquadrão temido por todos. Faltava não só o amadurecimento no futebol como maior organização. Perdemos na estreia para a Iugoslávia e encontramos a primeira vitória em Copas diante da Bolívia. Destaque? Só mesmo o fato de o primeiro gol da Canarinha na competição ter sido marcado por Preguinho. Terminamos em sexto ao fechar das cortinas.

Poster Copa 1930

Ficha técnica:

Ano: 1930
Local: Uruguai
Cidades-sede: uma
Países participantes: 13 seleções
Campeão: Uruguai
Vice-campeão: Argentina
Terceiro colocado: Estados Unidos
Artilheiro: Stábile (Argentina) - 8 gols
Gols: 70 (média de 3,88)

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Itália - 1934 - A Copa do Duce

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Se a Copa do Mundo de 1934 fosse um quadro, seria pintado de cores duras, frias e tristes. Isso porque o Mundial da Itália foi disputado sob os olhares do ditador italiano Benito Mussolini, líder do Partido Fascista do país. O 'Il Duce', alcunha como Mussolini era conhecido na Velha Bota, fez de tudo não só para a Itália sediar o Mundial como também para vencer a competição. No final, o política italiana acabou ofuscando uma geração de ouro da Azzurra, que era comandada pelo técnico Vittorio Pozzo.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Assim como no Uruguai quatro anos antes, o Mundial teve os donos da casa como campeões. A Itália contava com diversos jogadores de qualidade como Schiavio e Meazza, por exemplo. Além disso, havia vários 'oriundi' na Azzurra, ou seja, atletas que não eram nascidos na Itália, mas que tinham parentesco com italianos. Foi o caso do brasileiro Filó, que acabou naturalizado para defender o país europeu. Desse jeito, ficou difícil encontrar um oponente à altura. Foram quatro vitórias e apenas um empate dos anfitriões no caminho para o título.

Personagem: Benito Mussolini

Antes de participar ativamente da Segunda Guerra Mundial, Benito Mussolini interviu diretamente na Copa do Mundo de 1934. Além de articular nos bastidores para que o seu país fosse sede da competição, planejou cada detalhe da preparação da seleção nacional. Junto com o general Vaccaro, escolheu o nome de Vittorio Pozzo como técnico da equipe. Pozzo era jornalista e tinha simpatia pelo regime fascista. Ele levou cinco anos para montar a seleção italiana - o tempo foi necessário para observar vários jogadores na Itália e no mundo.

Brasil faz uma campanha para esquecer

A participação brasileira na Copa de 1934 foi mais rápida do que se imaginava. O Brasil perdeu o primeiro jogo para a Espanha por 3x1 e deu logo adeus ao Mundial - a primeira partida já era eliminatória na época. Voltamos para casa com a 14º posição, a nossa pior na história das Copas.

Poster Copa 1934

Ficha técnica:

Ano: 1934
Local: Itália
Cidades-sede: 8
Países participantes: 16 seleções
Campeão: Itália
Vice-campeão: Tchecoslováquia
Terceiro colocado: Alemanha
Artilheiro:Nejedlý (Tchecoslováquia) - 5 gols
Gols: 70 (média de 4,11)

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França - 1938 - A Copa do medo

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

O Mundial de 1938 foi disputado na França e com a sombra do medo ao seu redor. Isso porque a Europa já vivia a tensão que antecedia a Segunda Guerra Mundial. A Alemanha já havia anexado a Áustria e reivindicava outros países. Isso provocava mudanças pronfudas não só na política internacional como no futebol. A seleção austríaca, por exemplo, ficou incapacitada de utilizar os seus melhores jogadores no Mundial devido ao nazismo alemão - por exigência do ditador Adolf Hitler, eles foram para a Alemanha. A Áustria nem chegou a entrar em campo. Um fim lamentável para uma equipe que havia sido quarta colocada quatro anos antes. Assim como na Itália, a Copa de 38 ficou marcada mais pelo fator fora de campo do que pela exibição no gramado.

O que o campeão fez para levantar a taça?

A experiência dos jogadores foi o grande trunfo da Itália para alcançar o bicampeonato mundial. Praticamente com a mesma base da Copa de 34, a Azzurra mostrou o poder de sua geração. Meazza mais uma vez comandou a equipe de Vittorio Pozzo. O caminho foi mais duro, porém não menos glorioso. Foram quatro jogos e quatro vitórias, incluindo uma sobre o Brasil, nas semifinais.

Personagem: Leônidas da Silva

Com o nome de um general espartano, o brasileiro Leônidas liderou o Brasil para a primeira campanha mais convincente em Mundiais. Marcou oito gols e foi não só o artilheiro da Copa de 1938 como também o melhor jogador da competição. Foi o primeiro brasileiro a brilhar na história do torneio.

Brasil mostra primeiros sinais do que viria a ser

A campanha do Brasil na França só não foi mais positiva pela falta do título. No gramado, a Seleção Brasileira brilhou com um ataque poderoso, comandado por Leônidas. Faltou pouco para chegar até a final. O detalhe ausente foi justamente o nosso melhor jogador. Em decisão difícil de ser explicada, a comissão técnica brasileira poupou Leônidas justamente na semifinal contra a Itália. Como não havia susbtituições na época, o atacante nem entrou no gramado. Resultado: 2x1 para a Itália. No fim, acabamos com o terceiro lugar após bater a Suécia por 4x2.

Poster Copa 1938

Ficha técnica:

Ano: 1938
Local: França
Cidades-sede: 9
Países participantes: 15 seleções
Campeão: Itália
Vice-campeão:Hungria
Terceiro colocado: Brasil
Artilheiro:Leônidas (Brasil) - 8 gols
Gols: 84 (média de 4,66)

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Brasil - 1950 - O Brasil chora

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

O Mundial de 50 é considerado a maior derrota do futebol brasileiro. Apesar disso, a Copa no Brasil merece ser lembrada porque foi a partir dela que o nosso futebol tirou forças para chegar ao nível de excelência que nos trouxe cinco títulos mundiais no futuro. Além disso, há o lado dos vencedores, o Uruguai, que até hoje enaltece o título de 1950. Tanto que, para a Copa de 2014, outra vez no Brasil, os uruguaios já falam em repetir o 'Maracanazo' - nome dado para a derrota brasileira perante à Celeste sob o olhar de um Maracanã lotado.

O que o campeão fez para levantar a taça?

O Uruguai poderia não ter mais a melhor seleção do mundo em 1950, mas ainda assim contava com jogadores de qualidade para buscar o título. Contou com a sorte na primeira fase, quando enfrentou somente a fraca Bolívia e teve raça na busca de resultados considerados impossíveis, como o diante do Brasil. A Celeste levou o bicampeonato aliando a técnica com a vontade de ser campeã. O Uruguai venceu três jogos e empatou um.

Personagem: o gigante Maracanã

Se em 1930 o Uruguai foi campeão no histórico estádio Centenário, no Brasil teve o gigante Maracanã como palco para a conquista do bicampeonato. A obra do Maracanã demandou o uso de quinhentos sacos de cimento, dez mil toneladas de ferro e três milhões de tijolos. A conclusão do estádio foi feita em tempo recorde, às vésperas da competição. O esforço brasileiro, porém, foi frustrado pela Seleção Brasileira, que perdeu o título em casa fazendo mais 170 mil expectadores chorarem de tristeza.

Brasil frustra torcida e comete injustiça com Barbosa

O Brasil empolgou durante a disputa da Copa do Mundo com muitos gols marcados, 22 ao todo. Na segunda fase, foram duas goleadas - sobre Espanha (7x1) e Suécia (6x1) - que deixaram o torcedor ainda mais otimista com a conquista do título. Como não havia final (em 50, quatro países disputavam um quadrangular em que o primeiro colocado seria o campeão), bastava à Seleção Brasileira empatar para levantar a taça. Porém não foi isso o que ocorreu. O Brasil perdeu por 2x1 para o Uruguai e deixou escapar a Copa em casa. O goleiro Barbosa acabou sendo responsabilizado pela derrota. Muitos o condenaram pelo segundo gol uruguaio, anotado por Ghiggia. Barbosa carregou o peso da culpa até os últimos dias de sua vida, 7 de novembro de 2000.

Poster Copa 1950

Ficha técnica:

Ano: 1950
Local: Brasil
Cidades-sede: 6
Países participantes: 13 seleções
Campeão: Uruguai
Vice-campeão:Brasil
Terceiro colocado:Suécia
Artilheiro:Ademir (Brasil) - 9 gols
Gols:88 (média de 4)

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Suíça - 1954 - O Milagre de Berna

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

É praticamente impossível pensar no Mundial de 54, na Suíça, e não associar com a derrota da Hungria para a Alemanha na final da competição. Foi o chamado milagre de Berna, local da decisão. Isso porque o time húngaro era considerado quase imbatível na época. Vencê-los era considerado quase um milagre. E foi isso o que ocorreu. Os alemães souberam usar da estratégia no Mundial e se sagraram campeões mundiais pela primeira vez na história do torneio de seleções.

O que o campeão fez para levantar a taça?

A Alemanha poderia não ter os melhores jogadores do mundo como a Hungria, mas soube adotar a melhor estratégia para conquistar a Copa. Na primeira partida contra os húngaros, o técnico alemão poupou os titulares e escondeu o jogo. Acabou que o resultado de 8x3 na fase de grupo pouco teve de relevância na final. Com todos os jogadores titulares à disposição, a Alemanha venceu a decisão por 3x2 e levou a taça para casa. A Hungria, que vinha de 32 jogos de invencibilidade, acabou perdendo o único confronto que não poderia.

Personagem: Ferenc Puskás

Gordinho para os padrões do futebol, o húngaro Ferenc Puskás foi o grande nome da Copa de 54, mesmo não tendo atuado todos os jogos. Dos pés dele, vinham as melhores jogadas do mágico time da Hungria. Formado no Exército, Púskas foi daqueles jogadores que o torcedor lamenta por não ter sido campeão do Mundo. O jogador ainda atuaria em outro Mundial pela Espanha - na época, as regras de naturalização de jogadores não eram tão restritas pela Fifa e um atleta poderia jogar por outro país caso fosse naturalizado.

Brasil deixa má impressão

A participação do Brasil não pode ser considerada das mais brilhantes neste Mundial. Apesar de ter se classificado em primeiro no Grupo A, a Seleção Brasileira deixou uma imagem ruim após perder por 4x2 para a Hungria. Ao final do jogo, os brasileiros discutiram no gramado com os húngaros e foram vaiados.

Poster Copa 1954

Ficha técnica:

Ano: 1954
Local: Suíça
Cidades-sede: 6
Países participantes: 16 seleções
Campeão: Alemanha
Vice-campeão:Hungria
Terceiro colocado:Austría
Artilheiro:Kocsis (Hungria) - 11 gols
Gols:140 (média de 5,38)

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Suécia - 1958 - A primeira estrela no peito

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Simplesmente porque foi a primeira conquista da Seleção Brasileira. Recheada de craques como Pelé e Garrincha, o Brasil atropelou os adversários na Suécia, em 1958, e iniciou uma caminhada vitoriosa em Copas do Mundo. De 58 para cá, foram mais quatro conquistas - umas com mais brilho e outras com menos do que a primeira. Foi na Suécia também que o mundo começou a se ajoelhar perante um jovem de 17 anos que viria a ser o Rei do Futebol.

O que o campeão fez para levantar a taça?

O Brasil se organizou bem na preparação para a Copa da Suécia. Isso foi o bastante para que o título ficasse mais perto. Diferentemente de outros Mundiais, a Seleção Brasileira levou com seriedade o período que antecedia a competição. Comandada por Paulo Machado, a delegação Canarinha passou por exames médicos e físicos na preparação. Até dentes estragados de alguns jogadores foram retirados para não prejudicar o rendimento dentro do gramado. Tanto cuidado deu resultado: o Brasil sobrou diante da maioria dos adversários, incluindo a própria Suécia, que enfrentou na final. O placar da decisão foi 5x2.

Personagem: Paulo Machado

Ele não entrou em campo, mas foi fundamental para o título brasileiro. O empresário Paulo Machado foi a pessoa convocada para dirigir a delegação brasileira na preparação e durante a disputa da Copa do Mundo. Dele, surgiu a ideia de avaliar os atletas no aspecto físico e clínico. Ele também pensou toda a logística de viagens e até mesmo na alimentação dos jogadores. Na final, ainda foi responsável por dar confiança ao grupo. Por sorteio, o Brasil não poderia jogar de amarelo contra a Suécia, dona da casa. A alternativa seria o branco, camisa que ficou marcada pela derrota de 50. Poucos queriam usar a camisa reserva por medo de azar. Machado então teve a ideia do azul, afirmando que era a cor do manto de Nossa Senhora. Bastou isso para o otimismo voltar.

Pelé cumpre sua promessa

Durante a disputa da Copa de 1950, o garoto Édson Arantes do Nascimento viu o pai chorar de maneira emocionada devido à derrota brasileira para o Uruguai em pleno Maracanã. Assistindo à tal cena, o garoto prometeu que um dia faria o pai se emocionar com um título do Brasil. Não precisou nem de dez anos para Édson, que agora já era Pelé, cumprir essa promessa.

Poster Copa 1958

Ficha técnica:

Ano: 1958
Local: Suécia
Cidades-sede: 12
Países participantes: 16 seleções
Campeão:Brasil
Vice-campeão:Suécia
Terceiro colocado:França
Artilheiro:Fontaine (França) - 13 gols
Gols:126 (média de 3,6)

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Chile - 1962 - Um anjo que joga futebol comanda o bi do Brasil

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Foi a Copa de Garrincha. Isso bastaria para dizer que o Mundial de 1962, no Chile, valeu a pena de ser assistido. O astro do Botafogo comandou a Seleção Brasileira rumo ao bicampeonato ao lado dos companheiros de 58. Pelé jogou apenas duas partidas e ficou de fora do restante da competição por causa de lesão. A ausência do Rei, todavia, nem foi notada por alguns. Além de Garrincha em grande fase, o Brasil contou com um substituto à altura da majestade de Pelé: Amarildo, que brilhou tão intensamente quanto o Anjo das Pernas Tortas, uma das inúmeras alcunhas dada a Garrincha.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Em time que está ganhando não se mexe. Foi basicamente isso que o Brasil fez na preparação para a Copa de 1962: não mexeu em praticamente nada do que havia dado certo quatro anos antes. O comando da delegação permaneceu com o organizado Paulo Machado e praticamente todos os jogadores do título de 58 foram para o Chile. A estratégia só não foi mais perfeita porque Pelé se machucou no segundo jogo da competição. A confiança em Amarildo e o futebol apresentado pelo próprio jogador, porém, espantaram qualquer suspeita de que o bicampeonato não viesse. Na final, a Seleção Brasileira bateu a Tchecoslováquia por 3x1 e levantou mais uma taça.

Personagem: Amarildo

A missão era duríssima: substituir ninguém mais do que Pelé, um ídolo já consolidado da torcida. O jovem Amarildo, todavia, encarou a tarefa da melhor maneira possível. Não sentiu o peso de tal responsabilidade e desenvolveu o seu melhor futebol. Apelidado de 'Possesso' depois da Copa de 62, Amarildo foi alçado à categoria de grande estrela do futebol justamente ao lado de nomes como Pelé e Garrincha. No Chile, marcou três gols.

O 'Leão da Copa' se torna bicampeão

Pernambuco esteve presente ativamente nas duas primeiras conquistas do Brasil. Nascido no Recife e com passagens pelo América e Sport, o atacante Vavá foi fundamental na trajetória do bi. Em 58, marcou cinco gols e comandou o ataque na Suécia. Já em 62, anotou quatro totalizando a marca de nove gols em Copas do Mundo. Até hoje é o terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira em Mundiais ao lado de Ademir Menezes, que também era pernambucano, e Jairzinho. Pelo seu vigor físico, Vavá era conhecido como 'Peito de aço' e o 'Leão da Copa'.

Poster Copa 1962

Ficha técnica:

Ano: 1962
Local: Chile
Cidades-sede: 4
Países participantes: 16 seleções
Campeão:Brasil
Vice-campeão:Tchecoslováquia
Terceiro colocado:Chile
Artilheiro:Jerkovic (Iugoslávia)- 5 gols
Gols:89 (média de 2,78)

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Inglaterra - 1966 - Deus salve a Rainha

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Os ingleses fundaram o futebol, mas não vinham apresentando grandes atuações em Copas do Mundo até 1966. Uruguai, Brasil, Itália e Alemanha já eram campeões do mundo enquanto a Inglaterra amargava maus resultados - foi eliminada na primeira fase no Mundial de 50, por exemplo. Esse panorama mudou quando a Terra da Rainha sediou a competição. Atuando em casa, os ingleses não decepcionaram e recuperaram a hegemonia no futebol mundial. A Copa da Inglaterra ainda ficou conhecida pela atuação de Portugal de Eusébio. Os lusitanos ficaram em terceiro no torneio.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Apesar de atuar em casa e de contar com bons jogadores como Geoff Hurst, Bobby Charlon e Bobby Moore, a Inglaterra não era considerada a grande favorita para o título. O foco e a seriedade com a competição, porém, foram fundamentais para os ingleses terem um grande desempenho no Mundial. Pela primeira vez, o time inglês tinha um técnico no comando e decidindo quem eram os convocados para a Copa. O treinador Alf Ramsey foi muito importante para o primeiro título da Inglaterra.

Personagem: o leão Willie

A Copa da Inglaterra foi a primeira a ter um mascote oficial. Coube ao simpático leão Willie roubar a cena na competição. Ele vestia uma camisa com as cores do Reino Unido e a frase 'World Cup' (Copa do Mundo) no peito. A criação foi do artista Reg Hoye que se inspirou no filho Leo para desenhar o animalzinho. A partir de 1966, todas as Copas passaram a ter um mascote oficial.

Brasil frustra todos na busca pelo tri

Faltou organização para a Seleção Brasileira na busca pelo tricampeonato. Na preparação, foram mais de 40 jogadores convocados pelo técnico Vicente Feola, que cedeu aos mais diversos caprichos dos dirigentes brasileiros para chamar os atletas. Além disso, havia a soberba pelo Brasil já haver ganhado dois títulos mundiais. Jornalistas, torcedores e diretores davam como favas contadas a nova conquista. O reflexo de tudo isso foi uma campanha fraca na Inglaterra. O Brasil foi eliminado na primeira fase em um grupo que tinha Hungria, Bulgária e Portugal. Os canarinhos ficaram em 11º.

Poster Copa 1966

Ficha técnica:

Ano: 1966
Local: Inglaterra
Cidades-sede:7
Países participantes: 16 seleções
Campeão:Inglaterra
Vice-campeão:Alemanha
Terceiro colocado:Portugal
Artilheiro:Eusébio (Portugal) - 9 gols
Gols:89 (média de 2,78)

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1970 - México - A constelação dos sonhos traz o tri do Brasil

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Félix; Carlos Alberto, Piazza, Brito e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Rivellino, Tostão, Jairzinho e Pelé. Os nomes desses onze jogadores são o suficiente para querer se lembrar da Copa de 1970. O time que foi ao México e trouxe o tricampeonato para o Brasil era uma verdadeira constelação que até hoje mexe com o imaginário do amante do futebol. O ataque era tão poderoso que dizia que eram quatro 'camisas dez', uma referência ao fato de Rivellino, Tostão, Jairzinho e Pelé atuarem com a camisa dez nos seus respectivos clubes. Até hoje, essa seleção é considerada o melhor conjunto campeão de um Mundial.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Apesar de todos os craques à disposição, o técnico Zagallo, que já havia sido bicampeão como jogador, não teve vida fácil. Precisou planejar cada detalhe da preparação do Brasil. Chegou até a levar o grupo para a altitude da Cidade do México para que os atletas tivessem uma adaptação melhor ao ambiente. Tanto cuidado deu frutos. A Seleção Brasileira atropelou todos os adversários com show de Pelé e companhia. O Rei do Futebol, por sinal, foi o grande nome da conquista não só pelos gols, mas pelas maravilhosas jogadas que desenvolveu no Mundial.

Personagem: Zagallo

A tarefa parecia simples: escalar um monte de craques e deixá-los jogarem. O papel de Zagallo no comando da Seleção Brasileira na Copa de 1970, porém, foi muito mais além do que um simples entregador de camisas. O treinador conseguiu montar um esquema que fizesse todas as estrelas atuarem juntas e brilharem de maneira intensa - fato que nenhum técnico anterior tinha conseguido fazer. Depois de ajustar a equipe, foi só administrar os egos da equipe para chegar ao sonhado tri. Com a conquista, Zagallo se tornou o primeiro a ser campeão como jogador e como técnico.

Ditadura aproveita tricampeonato

Na época da Copa do Mundo de 1970, o Brasil passava pela ditadura militar. Como o futebol era a paixão de grande maioria da população, o governo aproveitou para fazer sua propaganda. Criou uma série de peças publicitárias enaltecendo o Brasil e o futebol dos jogadores no México. A mais famosa foi a música 'Pra Frente Brasil', do compositor Miguel Gustavo. A conquista brasileira não foi menos explorada pelos militares. Na chegada ao Brasil, o grupo do tri foi recebido pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici, que ergueu a taça Jules Rimet em cena simbólica para enaltecer a ditadura.

Poster Copa 1970

Ficha técnica:

Ano: 1970
Local: México
Cidades-sede:5
Países participantes: 16 seleções
Campeão:Brasil
Vice-campeão:Itália
Terceiro colocado:Alemanha
Artilheiro:Mueller (Alemanha) - 10 gols
Gols:95 (média de 2,96)

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Alemanha Ocidental - 1974 - O futebol é reinventado, mas não é campeão

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

O campeão da Copa de 1974 foi a Alemanha Ocidental, que jogou em casa. No entanto poucos são os que não associam este Mundial com a mágica Holanda de Rinus Michels. O treinador holandês trouxe um futebol revolucionário para a época e fez os holandeses encantarem o mundial com o Carrossel Holandês. Dentro de campo, os comandados de Michels faziam uma movimentação que deixava os adversários loucos na marcação - era o chamado Futebol Total - em que todos os jogadores ocupam diferentes funções no gramado. O dia 15 de junho de 74 pode ser considerado como o da reinvenção do futebol. A data foi a estreia da Holanda na Copa da Alemanha. Dentro de campo, o Uruguai perdeu de 2x0, um placar magro para a quantidade de chances da Holanda que, apesar de todo o brilho, ficou com vice-campeonato.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Assim como em 1954, quando levantou a taça na Suíça, a Alemanha Ocidental não tinha a equipe que mais encantava o mundo com um futebol envolvente. Porém os alemães possuíam de novo a eficácia e a frieza para decidir uma Copa do Mundo. Isso foi determinante para a conquista do título. A Holanda saiu na frente no placar com Neeskens, mas não soube administrar a vantagem e perdeu não só as chances de gols como o confronto. Breitner e Mueller marcaram para a Alemanha em mais uma virada histórica em finais de Mundiais.

Personagem: Johan Cruyff

Era tão diferente dos jogadores comuns que nem a camisa dez utilizava na Holanda apesar de ser a referência e ocraque do time de Rinus Michels. Com o número 14 nas costas, Cruyff encantou o mundo na Copa da Alemanha com gols e jogadas precisas. É daqueles poucos jogadores que mereciam o título só pela apresentação no gramado. Só que futebol é um esporte coletivo e Johan Cruyff nunca foi campeão do mundo. Disputou apenas a Copa de 74 mesmo tendo idade para jogar quatro anos depois. Ele, porém, abriu mão de buscar o tão sonhado título por não concordar com o regime da ditadura da Argentina, país que sediou a competição em 78.

Brasil sente falta de Pelé

A Seleção Brasileira vinha para a Copa de 74 com otimismo depois do tricampeonato quatro anos antes, no México. O time, todavia, não era mais o mesmo que encantou os olhos do mundo em 70. Muitos jogadores do elenco do tri já não estavam mais no grupo e isso pesou para a derrocada do Brasil, que sentiu a falta do seu principal gênio: Pelé. O Rei do Futebol abriu mão da seleção em 1971 e não disputou mais um Mundial pela Canarinha, que ficou em quarto na Alemanha.

Poster Copa 1974

Ficha técnica:

Ano: 1974
Local: Alemanha Ocidental
Cidades-sede:9
Países participantes: 16 seleções
Campeão:Alemanha Ocidental
Vice-campeão:Holanda
Terceiro colocado:Polônia
Artilheiro:Lato (Polônia) - sete gols
Gols:97 (média de 2,6)

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Argentina - 1978 - O Abraço da alma

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

O Mundial da Argentina, em 1978, poderia ser recordado por diversos motivos: o primeiro título da Argentina, a influência do regime ditatorial no país platino na Copa e até mesmo o segundo vice da Holanda, que jogou sem Cruyff. Mas uma imagem tem mais relevância do que tudo isso. Após a conquista do título pelos argentinos, a torcida invadiu o gramado para festejar com os jogadores. Entre eles estava Victor Dell'Aquila que, mesmo sem os braços desde os 12 anos, conseguiu ficar perto dos atletas e reproduzir a melhor cena daquele Mundial. Ao se aproximar dos jogadores Fillol e Tarantini, as mangas da camisa de Victor foram para frente como se ele fosse abraçar os jogadores. A imagem foi registrada e ficou conhecida como o 'abraço da alma'. Uma verdadeira prova de paixão pelo futebol e pela Copa do Mundo.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Muitos falam que a Argentina só levou a Copa de 78 porque jogou em casa e teve interferência da ditadura do país. No entanto o time albiceleste contava com muitos jogadores de qualidade na época como o atacante Mario Kempes e o meia Daniel Passarella. Os dois foram peças importantes na jornada do título, principalmente Kempes, artilheiro do Mundial com seis gols, incluindo dois na final diante da Holanda, que sofreu mais uma vez com o vice-campeonato.

Personagem: César Luis Menotti

Por ironia ou não do destino, o técnico da Argentina na Copa de 1978, disputada em plena ditadura militar, era o comunista César Luis Menotti. Sob o comando dele, os hermanos adotaram um futebol envolvente que, mesmo sem craques em todas as posições, conseguia ser competitivo. O modelo de jogo dos argentinos tem muita influência dos ideais políticos de Menotti, que considerava o futebol retrancado feio e de 'direita'. Para ele, o futebol puro e bonito era o de 'esquerda', que quebrava regras e buscava o ataque acima de tudo. Com isso, conseguiu o primeiro título para a Albiceleste.

Brasil se contenta com o campeão moral

Como em 74, o Brasil ainda sentia falta dos grandes craques da Copa de 70. Acabou sendo uma seleção que não encantou o público apesar de ter terminado o Mundial de maneira invicta e na terceira colocação. Na convocação para a competição, o técnico Cláudio Coutinho abriu mão de nomes como Falcão e Socrátes e deixou a seleção sem tanta qualidade. Como não perdeu nenhum jogo, ficou conhecido como campeão moral, uma alcunha dada pela ditadura militar do Brasil para parecer que o futebol nacional havia saído derrotado da Argentina.

Poster Copa 1978

Ficha técnica:

Ano: 1978
Local: Argentina
Cidades-sede:5
Países participantes: 16 seleções
Campeão:Argentina
Vice-campeão:Holanda
Terceiro colocado:Brasil
Artilheiro:Kempes (Argentina) - 6 gols
Gols:102 (média de 2,68)

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Espanha - 1982 - O choro de Sarriá

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

A Copa da Espanha, em 1982, é uma das mais tristes para os brasileiros por causa de uma das derrotas mais dolorosas da história da Seleção Brasileira em Mundiais. No dia 5 de julho de 82, o País inteiro chorou por causa da eliminação perante a Itália, no estádio Sarriá, em Barcelona. O Brasil de Telê Santana, que era considerado mágico para muitos, sucumbiu diante do atacante Paolo Rossi, autor de três gols no confronto. É uma memória triste, mas que ainda assim merece destaque.

O que o campeão fez para levantar a taça?

A Itália chegou ao Mundial da Espanha desacreditada: o futebol do país sofria com escândalos envolvendo loterias esportivas. Um dos grandes nomes do time, Paolo Rossi, pegou suspensão dura por participar do esquema. A primeira fase foi dolorida para a Azzurra, com três empates diante de Polônia, Peru e Camarões. Ainda assim, a classificação para a segunda fase veio. Foi então o momento da camisa azul dos italianos falar mais alto. A Itália cresceu no momento certo, bateu Argentina, Brasil, Polônia e Alemanha Ocidental e se tornou tricampeã do mundo.

Personagem: Paolo Rossi

Poucas são as histórias de um ressurgimento tão grande como a de Paolo Rossi na Copa do Mundo de 1982. O atacante chegou à Espanha sob desconfiança dos torcedores italianos. Uma minoria acreditava nele especialmente depois do envolvimento do escândalo das loterias esportivas na Velha Bota. Mas Rossi não tinha o apelido de 'menino de ouro' por acaso. Na primeira fase, passou em branco, é verdade. No entanto cresceu junto com todo o time na fase final. Marcou gols decisivos e se tornou o artilheiro da competição com seis gols. Foi o grande nome da conquista italiana sem dúvida.

Brasil decepciona na sua segunda maior derrota em Copas

A Seleção Brasileira de 1982 encantava o mundo com um futebol envolvente e ofensivo. Os adversários temiam enfrentar Sócrates, Falcão, Zico e companhia. O Brasil comandado pelo técnico Telê Santana era um dos favoritos para ser campeão. Todavia faltava algo para aquele grupo. Talvez um jogador de maior marcação ou até mesmo um plano B para reagir em placares adversos. O time de Telê encantou, mas não levou nada. Saiu da Espanha amargando a segunda maior derrota do Brasil em Copas, só atrás do Maracanazo de 1950.

Poster Copa 1982

Ficha técnica:

Ano: 1982
Local: Espanha
Cidades-sede:14
Países participantes: 24 seleções
Campeão:Itália
Vice-campeão:Alemanha Ocidental
Terceiro colocado:Polônia
Artilheiro:Paolo Rossi (Itália) - 6 gols
Gols:146 (média de 2,8)

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1986 - México - A 'mão de Deus' e os pés de Maradona

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

O México sediou mais uma vez um Mundial. A Colômbia seria o país a receber a competição, mas problemas internos impediram que a Copa viesse para a América do Sul mais uma vez. Coube aos mexicanos, que haviam recebido o torneio de 1970, ser a sede de emergência. Sendo assim, foi no México que os torcedores puderam ver o surgimento de um dos maiores jogadores do planeta, talvez atrás somente de Pelé que, por coincidência ou não, brilhou de maneira mais intensa em terras mexicanas. Desta vez a estrela não era brasileira, mas, sim, argentina. Seu nome era Diego Armando Maradona, um pequeno meia-atacante capaz de carregar um país nas costas. Definitivamente, a Copa de 1986 foi de um jogador.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Assim como em 1978, a Argentina não tinha um grande esquadrão de onze craques. Para falar a verdade, o time albiceleste era até mais limitado quando comparamos com o de oito anos antes. No entanto havia um atleta que compensava tudo: Maradona. O gênio argentino decidiu em praticamente todos os jogos. O grande jogo de 'Dieguito' foi diante da Inglaterra, nas quartas de finais. A partida era cercada de tensão por causa da Guerra das Malvinas, que envolvia os dois países. Dentro de campo, Maradona mostrou todo o seu arsenal bélico para os ingleses e comandou a vitória por 2x1. Marcou até um gol de mão, que chamou de 'mão de Deus'. O outro gol é até hoje considerado pela Fifa o mais belo de todas as Copas. Maradona arrancou do meio e saiu driblando meio time inglês antes de tocar para o fundo das redes, uma verdadeira obra de arte.

Personagem: Diego Armando Maradona

Impossível pensar em outro nome para a Copa de 1986 que não seja Maradona. Autor de cinco gols no torneio, ele foi eleito o craque da competição. Nada mais justo que fosse ele a erguer a taça Fifa diante de milhares de torcedores no estádio Azteca, que via surgir um novo reinado depois de Pelé. A coroa agora era argentina.

Brasil esbarra nos pênaltis

O técnico Telê Santana comandava o Brasil mais uma vez em Copas do Mundo. Porém já não contava com o mesmo hall de craques de 82. Ainda tinha nomes como Zico, Sócrates e Careca, mas isso não foi o que decidiu para que a Seleção Brasileira não fosse campeã. Faltou organização para os brasileiros, que se prepararam mal e não souberam superar as lesões de alguns de seus jogadores, como Zico, por exemplo. No fim das contas, o Brasil parou na França e nos pênaltis, nas quartas de finais.

Poster Copa 1986

Ficha técnica:

Ano: 1986
Local: México
Cidades-sede:9
Países participantes: 24 seleções
Campeão:Argentina
Vice-campeão:Alemanha Ocidental
Terceiro colocado:França
Artilheiro:Lineker (Inglaterra) - 6 gols
Gols:132 (média de 2,54)

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Itália - 1990 - A vingança alemã

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

A Copa do Mundo voltou para a Itália em 1990. O país já havia recebido a competição em 34 e sonhava com o inédito tetra. Para isso, contava com atletas importantes como Baggio, Maldini, Baresi, Zenga e Ancelotti. No entanto, o sonho italiano parou nas semifinais diante da Argentina. Os campeões acabaram sendo os alemães, que haviam sido vice-campeões em 82 e 86. O título de 90 teve gosto de vingança para a Alemanha porque foi sobre a Argentina de Maradona, adversário de quatro anos antes. Desta vez, porém, o desfecho foi diferente. Melhor para o país europeu, que levantou a taça do Mundial pela terceira vez.

O que o campeão fez para levantar a taça?

A Alemanha vinha com uma grande geração desde os anos 80. Nomes como Voeller, Kohler, Mattaeus e Klinsmann davam o tom do favoritismo alemão em 90. Só que era preciso superar o trauma dos dois vices seguidos nas Copas anteriores. Para fazer isso, foi trazido um campeão por natureza: Franz Beckenbauer, que levantou o troféu do Mundial de 1974, na própria Alemanha. Coube a ele liderar a seleção fora dos gramados rumo a mais uma conquista. Beckenbauer e o brasileiro Zagallo são os únicos campeões mundiais como jogador e técnico.

Personagem: a cidade de Nápoles

A Itália jogava em casa e contava com apoio quase que total do estádio em seus jogos. O destino, porém, pregou uma peça nos italianos nas semifinais, colocando-os para enfrentar a Argentina na cidade de Nápoles, terra onde o meia argentino Diego Maradona era rei por causa da idolatria do torcedor do principal time da cidade, o Napoli. Acabou que o estádio San Paolo ficou dividido entre os amantes da Azzurra e os apaixonados por Maradona. Dentro de campo foi uma partida equilibrada que terminou empatada em 1x1. Nos pênaltis, deu os hermanos por 4x3 para explosão da parte maradonista de Nápoles. Na disputa das penalidades, brilhou o goleiro Goycochea, que defendeu duas cobranças.

Brasil tenta mudanças, mas para na Argentina

A Confederação Brasileira de Futebol escolheu o técnico Sebastião Lazaroni para comandar o País na busca do tão sonhado tetra. Sob o comando de Lazaroni, o Brasil sofreu mudanças drásticas. A começar pelo esquema tático. O treinador apostou no 3-5-2 e contrariou boa parte dos brasileiros, que não aprovava o modelo. Além disso, o técnico privilegiou jogadores de mais força. Muitos atletas de qualidade como Romário ficaram no banco e tiveram poucas chances de decidir jogos do Mundial. Acabou que a Seleção foi eliminada pela Argentina nas oitavas. Voltamos mais vez para casa sem a taça.

Poster Copa 1990

Ficha técnica:

Ano: 1990
Local:Itália
Cidades-sede:11
Países participantes: 24 seleções
Campeão:Alemanha
Vice-campeão:Argentina
Terceiro colocado:Itália
Artilheiro:Schillaci (Itália) - 6 gols
Gols:115 (média de 2,21)

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Estados Unidos - 1994 - Enfim vem o tão sonhado tetra

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Nos Estados Unidos, em 1994, apareceu o primeiro tetracampeão de Copas do Mundo. Quando bateu a Itália nos pênaltis, a Seleção Brasileira voltou a ocupar o topo do futebol mundial novamente como único país a ter quatro títulos da competição. O futebol nem foi o mais envolvente do torneio, porém foi o mais eficaz para se chegar à taça Fifa.

O que o campeão fez para levantar a taça?

O Brasil até contava com bons nomes como Romário, Bebeto, Raí e Mauro Silva. Mas o que foi preponderante para a conquista do tetra foi a disciplina do técnico Carlos Alberto Parreira para organizar um time capaz de se defender com eficiência. No ataque, o baixinho Romário resolvia a maioria dos jogos. A Seleção Brasileira de Parreira pode não ter brilhado, mas dificilmente perderia a Copa por causa de alguma deficiência na sua defesa. Ao todo, foram somente três gols sofridos em sete jogos.

Personagem: o dopado Maradona

Diferentemente de outras Copas, quando carregou a sua seleção nas costas rumo às finais, Diego Armando Maradona já não reunia as mesmas condições físicas para comandar a Argentina. Ainda assim, era a esperança do torcedor na caminhada para o tri. 'Don Diego', todavia, deixou a torcida na mão e participou de um dos episódios mais lamentáveis de Mundiais. Foi flagrado no antidoping e acabou sendo suspenso da competição após dar positivo para efedrina, substância que é um poderoso estimulante. Sua última partida foi contra a Nigéria.

Brasil presta homenagem a Senna

1994 vinha sendo um ano triste para os brasileiros por causa da morte do piloto Ayrton Senna, em acidente no GP de San Marino, em Ímola. Senna era um dos poucos ídolos do Brasil no esporte. O enterro dele mobilizou milhões de pessoas no Brasil. Por isso, nada mais justo que os jogadores da Seleção prestassem homenagem ao piloto de Fórmula 1 na conquista do tetra. Os atletas levaram uma faixa para o gramado e dedicaram a taça a Ayrton. Além disso, o título mundial fez com que o espaço deixado por Senna fosse preenchido pelo futebol.

Poster Copa 1994

Ficha técnica:

Ano: 1994
Local:Estados Unidos
Cidades-sede:9
Países participantes: 24 seleções
Campeão:Brasil
Vice-campeão:Itália
Terceiro colocado:Suécia
Artilheiro:Oleg Salenko (Rússia) - 6 gols
Gols:141 (média 2.7 por partida)

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1998 - França - Brilha, Zidane

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

A França já havia batido na trave em algumas Copas do Mundo anteriores. O melhor resultado dos franceses tinha sido um terceiro lugar, em 1986, no México. Na época, Platini comandava a seleção. Em 1998, porém, era a grande chance de o país europeu entrar no grupo seleto de campeões mundiais. Motivos não faltavam: jogava em casa e contava com grandes jogadores de renome mundial como Blanc e sobretudo Zinedine Zidane. Os 'Bleus' não deixaram a chance escapar e se tornaram campeões do mundo pela primeira vez. Zidane foi o grande nome da competição.

O que o campeão fez para levantar a taça?

Diferentemente de anos anteriores, a França não tinha somente um grande jogador para carregar o time nas costas. Além de Zidane, os franceses contavam com o bom goleiro Barthez, a dupla de zaga segura formada por Thuram e Blanc, os meias Deschamps e Petit e o oportunismo de Henry. Ficou difícil bater os donos da casa durante o Mundial. O placar de 3x0 sobre o Brasil foi só uma pequena amostra do que aquele time ainda iria conquistar no futuro - uma Eurocopa e duas Copas das Confederações.

Personagem: Zinedine Zidane

Filho de argelinos, Zidane tinha tudo para sofrer com o preconceito francês contra os argelinos. No entanto o futebol tornou o meia uma das pessoas mais importantes do país. Ele liderou a França rumo ao título da Copa do Mundo de 1998. Na final, marcou dois gols de cabeça contra o Brasil e teve o seu nome cantado por praticamente todas as ruas do seu país. Com o título Mundial, Zidane se tornou o maior jogador da França, superando inclusive Michel Platini.

Brasil tem pesadelo na final

Atual campeão do mundo, o Brasil chegou como favorito na busca do penta. Motivos não faltavam: contava com Ronaldo, um dos melhores atacantes do mundo; Rivaldo, que já brilhava na Espanha; e nomes do tetra como Taffarel e Bebeto. No comando técnico, estava Zagallo, treinador do tri e campeão do mundo como jogador em 58 e 62. Nada poderia dar errado no caminho dos brasileiros. Até a final realmente não deu. Mas, no dia da decisão, a Seleção sofreu um pesadelo: Ronaldo passou mal e deixou toda a equipe apática no gramado. O resultado de 3x0 para a França foi pouco tamanha foi a superioridade dos donos da casa. O quinto título foi adiado.

Poster Copa 1998

Ficha técnica:

Ano: 1998
Local:França
Cidades-sede:10
Países participantes: 32 seleções
Campeão:França
Vice-campeão:Brasil
Terceiro colocado:Croácia
Artilheiro:Suker (Croácia)- 6 gols
Gols:171 (média de 2,67)

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Coreia do Sul e Japão - 2002 - Família Scolari traz o penta

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Depois de 16 edições, a Copa finalmente desembarcou na Ásia. Coreia do Sul e Japão foram os países a receber o Mundial, que teve dois países-sede pela primeira vez na história. Ao todo, foram 20 cidades-sede na competição que trouxe uma particularidade para os torcedores brasileiros: os jogos de madrugada e no começo da manhã. O horário acabou dando sorte para a Canarinha, que conquistou o penta ao bater a Alemanha por 2x0 na grande final.

O que o campeão fez para levantar a taça?

União foi a palavra chave do Brasil na busca pelo título. Contratado aproximadamente há um ano da Copa, o técnico Luiz Felipe Scolari trouxe o sentimento de família para o ambiente da Seleção Brasileira. Todos os jogadores se apoiavam com um objetivo em comum: a taça Fifa. No final, deu tudo certo e os comandados de Felipão trouxeram o troféu para a casa da 'Família Scolari'.

Personagem: Ronaldo

Se o italiano Paolo Rossi teve que superar um drama fora do gramado - ficou suspenso por dois anos - na conquista da Azzurra, o brasileiro Ronaldo teve uma missão tão dura quanto: teve que passar por cima por cima das inúmeras lesões e da desconfiança dos torcedores na caminhada do penta. Depois de machucar o joelho duas vezes, Ronaldo ficou quase dois anos afastado dos campos. Seu retorno foi às vésperas do Mundial da Ásia. O tempo foi o suficiente não só para Felipão convocá-lo como também para que ele brilhasse na competição com oito gols - acabou como artilheiro da Copa. Quatro anos depois, Ronaldo quebraria mais um recorde e se tornaria o maior artilheiro dos Mundiais com 15 gols.

Cafú se eterniza com um jeito diferente de erguer a taça

O gesto de erguer a taça da Copa do Mundo foi criado por um brasileiro em 1958, na Suécia. O zagueiro Bellini foi o primeiro a adotar tal ação para facilitar a vista de todos os presentes no estádio, especialmente os fotógrafos. Quase 50 anos depois, foi a vez do lateral-direito Cafú dar uma reciclada no gesto. Após a conquista do Mundial de 2002, Cafú subiu no pedestal do troféu e o ergueu ainda mais alto. A cena foi repetida em 2006, quando o capitão italiano Fábio Cannavaro subiu no pedestal para deixar a taça Fifa ainda mais alto.

Poster Copa 2002

Ficha técnica:

Ano: 2002
Local:Coreia do Sul e Japão
Cidades-sede:20
Países participantes: 32 seleções
Campeão:Brasil
Vice-campeão:Alemanha
Terceiro colocado:Turquia
Artilheiro:Ronaldo (Brasil) - 8 gols
Gols:161 (média 2.5 por partida)e 2,8)

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2006 - Alemanha - Surge mais um tetra

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Os dois títulos do Brasil em 94 e 2002 fizeram com que fosse criado um abismo em relação aos outros adversários. Enquanto a Seleção Brasileira sonhava com o hexa, os demais países pensavam no máximo no quarto título. Essa diferença foi diminuída na Copa de 2006, na Alemanha. A Itália foi campeã, chegou ao tetracampeonato e ficou mais perto do Brasil. Além de marcar a conquista da Azzurra, o Mundial de 2006 trouxe uma nova imagem da Alemanha. O país se uniu em torno da seleção e empurrou a equipe rumo à terceira colocação.

O que o campeão fez para levantar a taça?

A Copa de 2006 não foi uma das mais vistosas de se ver. Dentro de campo, as seleções estavam mais preocupadas em defender do que em realmente atacar. Poucos foram os grandes jogos da competição. Dentro deste cenário, se deu bem a Itália, que soube aliar a defesa eficiente com um ataque capaz de marcar gols importantes como na semifinal contra a Alemanha, quando a Azzurra anotou dois gols nos minutos finais da prorrogação. Na final, o empate em 1x1 levou a decisão para os pênaltis. A Itália foi mais competente e ficou com a taça Fifa.

Personagem: Zinedine Zidane

O craque da Copa de 98 volta a ser personagem de uma Copa do Mundo novamente não pela sua habilidade em comandar a França à mais uma final, mas por um gesto que ficaria na história dos Mundiais. Durante a prorrogação da final contra a Itália, Zidane caminha para o seu próprio campo quando ouve algo do zagueiro italiano Marco Materazzi. 'Zizou' não pensa duas vezes e dá uma cabeçada violenta contra o defensor. O meia obviamente foi expulso da partida, que era a última de sua carreira. Até hoje ninguém sabe o que Materazzi disse realmente para Zidane.

Quadrado mágico falha na hora decisiva

O Brasil chegou ao Mundial da Alemanha como o grande favorito ao título. Era o atual campeão e contava com grandes jogadores de fama mundial como Ronaldo, Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Era o quadrado mágico da Seleção Brasileira, que era comandada por Parreira, técnico do tetra. A empolgação, todavia, atrapalhou mais do que ajudou e o Brasil sucumbiu para a acomodação. Jogadores fora do peso e preocupados em marcas pessoais deixaram de lado a sede pelo hexa. Nas quartas de finais, veio a derrota para a França por 1 X 0 e a passagem de volta.

Poster Copa 2006

Ficha técnica:

Ano: 2006
Local:Alemanha
Cidades-sede:12
Países participantes: 32 seleções
Campeão:Itália
Vice-campeão:França
Terceiro colocado:Alemanha
Artilheiro:Klose (Alemanha) - 5 gols
Gols:147 (média de 2,3)

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África do Sul - 2010 - A Fúria veste vermelho em terras africanas

Foto: Internet

Por que esta Copa merece ser lembrada?

Pelo menos dois são os motivos para se lembrar da Copa do Mundo mais recente, em 2010. O primeiro deles é a sede da competição: a África do Sul, primeiro país africano a receber um Mundial em 19 edições do torneio. Apesar de todos os problemas, o país do sul da África conseguiu promover bem a Copa, que trouxe a Espanha como campeã - que é o nosso segundo motivo para recordar deste Mundial. Com um futebol envolvente e baseado na posse de bola ao extremo, a Fúria dominou os adversários e saiu da África do Sul com a taça Fifa. Na final, bateu a Holanda, que foi vice mais uma vez.

O que o campeão fez para levantar a taça?

A Espanha já dominava o futebol mundial desde 2008 quando conquistou a Eurocopa. Por isso chegou como grande favorita para a África do Sul. O estilo de jogo de muita posse de bola nas partidas era admirado por muitos, incluindo os brasileiros. A vida da Fúria não foi fácil. Começou a Copa perdendo para a Suíça na estreia e teve que suar para se classificar para a próxima fase. A partir daí, porém, mostrou sua força e foi passando pelos adversários fase a fase até a final, quando encarou a Holanda em partida equilibrada. O gol de Iniesta na prorrogação coroou o trabalho de uma geração de ouro dos espanhóis que aliaram talento com competitividade para a conquista.

Personagem: Nelson Mandela

Símbolo maior de luta contra a discriminação racial, Nelson Mandela era a figura mais aguardada para aparecer no Mundial para mostrar de vez que a África do Sul havia superado o preconceito. Mandela, porém, foi impossibilitado de comparecer ao primeiro jogo da competição porque sua neta morreu na véspera da abertura após comemorações da Copa. Ele só veio aparecer publicamente na grande decisão, quando ficou três minutos no gramado do Soccer City, tempo suficiente para emocionar o público. Foi uma das últimas aparições de Mandela antes de sua morte, em 2013, às vésperas do sorteio da Copa de 2014.

Brasil de Dunga vive um dia de fúria e é eliminado

A Seleção Brasileira chegou a mais uma Copa do Mundo como grande favorita ao título. Havia ganhado tudo no período que antecedia a competição. O comando era do técnico Dunga, que adotava uma linha dura, mas que mostrava resultados no gramado de maneira bastante competitiva. Só que o treinador não contaria com lesões de alguns de seus principais atletas e a má forma de outros, como Kaká e Luís Fabiano. Além disso, o Brasil perdeu o controle emocional justamente quando não poderia, na fase de mata-mata. Contra a Holanda, a seleção sofreu com o desespero de estar perdendo o jogo e se descontrolou. Felipe Melo acabou expulso e a Seleção voltou mais uma vez para casa.

Poster Copa 2010

Ficha técnica:

Ano: 2010
Local:África do Sul
Cidades-sede:5
Países participantes: 32 seleções
Campeão:Espanha
Vice-campeão:Holanda
Terceiro colocado:Alemanha
Artilheiro:Thomas Mueller (Alemanha) - 5 gols
Gols:145 (média de 2,27)

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